Com mais de 129 fundos, gestora mais que dobra o patrimônio sob gestão e reforça a expansão de veículos ligados a FIDCs, renda fixa, FIAGRO, FIP, multimercado e imobiliário
A Ouro Preto Investimentos chegou a R$ 17,5 bilhões sob gestão, distribuídos em mais de 129 fundos de investimento, e espera encerrar 2026 com uma carteira de R$ 20 bilhões. O avanço marca uma mudança de escala para a gestora, que saiu de R$ 8 bilhões em maio de 2025 para o patamar atual, um crescimento de 118,75%, ou aproximadamente 119%. Na prática, foram R$ 9,5 bilhões adicionados ao patrimônio sob gestão. Para atingir a projeção traçada para dezembro, a gestora precisará incorporar outros R$ 2,5 bilhões, o equivalente a um avanço adicional de cerca de 14,3% sobre a carteira atual. A expansão acompanha o fortalecimento do mercado de capitais como alternativa de financiamento para empresas e de diversificação para investidores. O volume está distribuído entre diferentes categorias de fundos, como FIDC, Multimercado, FIP, Renda Fixa, FIAGRO e Imobiliário, o que mostra uma operação menos concentrada em uma única classe de ativo e mais conectada a diferentes demandas da economia. Para Leandro Turaça, sócio gestor da Ouro Preto Investimentos, o crescimento mostra que o crédito privado deixou de ocupar uma posição lateral nas carteiras. “O investidor passou a olhar para o crédito privado com mais profundidade. Não se trata apenas de buscar retorno, mas de entender estrutura, lastro, diversificação e governança. O dado revela escala, mas também mostra que existe demanda por produtos capazes de conectar capital a empresas que precisam financiar crescimento, capital de giro e operações reais”, afirma.
A diversificação por classes ajuda a explicar a expansão. Os FIDCs seguem entre os principais instrumentos do crédito estruturado, por permitirem que empresas antecipem recebíveis e acessem capital fora do modelo bancário tradicional. Já os fundos de Renda Fixa e Multimercado atendem investidores que buscam equilíbrio entre previsibilidade, gestão ativa e diferentes estratégias de alocação. FIAGRO, FIP e fundos imobiliários ampliam essa leitura ao conectar recursos a setores produtivos, ativos reais e empresas em fase de desenvolvimento ou expansão. Em um cenário de juros ainda elevados e crédito mais seletivo, esse tipo de estrutura ganha espaço porque entrega alternativas tanto para quem investe quanto para quem precisa captar recursos.
Segundo Turaça, a expansão do patrimônio também exige mais rigor na análise dos ativos. “Crescer em crédito privado não pode significar apenas originar mais operações. O ponto central é crescer com controle, monitoramento e leitura técnica de risco. A sofisticação do mercado vem justamente dessa combinação entre volume, governança e capacidade de acompanhar a carteira ao longo do tempo. O investidor quer retorno, mas também quer entender onde o dinheiro está aplicado, qual é o lastro e como aquela estrutura se comporta em diferentes ciclos econômicos”, diz o sócio gestor da Ouro Preto Investimentos. Com R$ 17,5 bilhões sob gestão, a Ouro Preto passa a operar em um patamar mais robusto dentro da indústria de fundos. A alta de aproximadamente 119% desde o nível de R$ 8 bilhões reforça a tese de que o mercado de capitais vem ocupando um espaço maior no financiamento da economia brasileira. Para empresas, isso amplia caminhos de acesso a recursos. Para investidores, abre espaço para carteiras mais diversificadas, com exposição a crédito, ativos reais, renda fixa, agronegócio, imóveis e capital privado.

