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32% das empresas consideram manter talentos aposentados como consultores ou conselheiros

Divulgação Robert Half Mario Custódio, diretor de recrutamento executivo na Robert Half

Divulgação Robert Half Mario Custódio, diretor de recrutamento executivo na Robert Half

Pesquisa da Robert Half mostra que companhias também combinam retenção de conhecimento, via tecnologia e gestão, com o treinamento de novas lideranças

A saída gradual de lideranças experientes já mobiliza discussões nas organizações. Em meio a uma transição geracional acelerada, as empresas começam a estruturar iniciativas para preservar conhecimento crítico, reduzir as perdas de capital intelectual e preparar as novas gerações para posições executivas. Um estudo da Robert Half mostra que esse movimento já se traduz em ações concretas. Entre as medidas avaliadas, 32% das companhias consideram manter profissionais aposentados como consultores e conselheiros para preservar o conhecimento de Boomers e da Geração X.

Os líderes atuais carregam décadas de experiência acumulada, tendo atravessado ciclos econômicos complexos, períodos de inflação elevada e transformações profundas no ambiente de negócios. Ao mesmo tempo, Millennials e talentos da Geração Z chegam com outra dinâmica de trabalho, mais conectada ao digital e a novas expectativas em relação à cultura organizacional, propósito e liderança.

“A aposentadoria se tornou muito mais fluída. Uma parcela relevante dos profissionais não quer simplesmente se desligar, mas continuar contribuindo de outras formas. Quando a organização abre espaço para novos modelos, a exemplo de oportunidades como conselheiros ou consultores, mantém acesso a um capital intelectual que levaria anos para ser reconstruído”, diz Mario Custódio, diretor de recrutamento executivo na Robert Half.

Com isso em mente, manter o acesso a essa expertise tornou-se uma parte importante dos esforços de planejamento sucessório e desenvolvimento de lideranças. As companhias tentam equilibrar duas necessidades simultâneas e urgentes: garantir a transferência da expertise acumulada ao longo dos anos e acelerar o desenvolvimento de competências alinhadas às demandas do futuro.

TOP 10 estratégias para proteger a expertise de Boomers e Geração X
Tecnologia para preservação do know-how institucional49%
Implementação de sistemas de gestão do conhecimento46%
Programas de capacitação para novas lideranças46%
Criação de oportunidades de colaboração intergeracional37%
Workshops de transferência de conhecimento35%
Programas de mentoria e mentoria reversa35%
Manter profissionais aposentados como consultores e conselheiros32%
Iniciativas de storytelling cultural e organizacional31%
Introdução de um modelo operacional ágil30%
Direcionar entrevistas de desligamento para retenção de informações26%

“Empresas lidam com uma janela curta para transferir o repertório crítico enquanto ainda contam com essas lideranças em atividade, o que torna essa ação uma prioridade para os próximos anos. Mentorias, tanto tradicionais quanto e reversas, vêm ganhando espaço porque criam uma troca real. Profissionais em início de carreira adquirem conhecimentos valiosos sobre o negócio, enquanto os mais experientes se beneficiam de novas perspectivas e formas de trabalhar, influenciando positivamente a maneira como pensam e atuam”, comenta o diretor da Robert Half. 

À medida que as organizações trabalham para preservar o conhecimento institucional, também investem na próxima geração de líderes.

TOP 10 estratégias para encorajar/aprimorar Millennials e Geração Z
Desenvolvimento de lideranças orientadas por propósito48%
Oportunidades de aprendizado prático e aplicado48%
Integração de saúde mental e bem-estar aos treinamentos gerenciais45%
Trilhas de liderança com foco em diversidade e inclusão37%
Programas voltados para o perfil empreendedor37%
Treinamentos flexíveis e híbridos37%
Incentivar transparência e autenticidade nos estilos de liderança35%
Programas de mentoria e mentoria reversa29%
Incorporar plataformas de aprendizado entre pares28%
Enfatizar competências de gestão voltadas ao digital28%

“Existe uma mudança interessante no comportamento das novas gerações. Nem todo mundo enxerga a liderança executiva como próximo passo natural. Isso exige das companhias um desenho mais intencional dessa jornada, com experiências concretas e visibilidade real sobre o impacto do cargo. Quando isso acontece, o interesse tende a surgir de forma mais consistente”, complementa Custódio

MetodologiaPesquisa online desenvolvida pela Robert Half e conduzida por uma empresa de pesquisa independente. Os respondentes incluem 100 executivos brasileiros (incluindo c-level, membros de conselhos, diretoria, alta gerência e média gestão)

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