Levantamento mostra que a imprevisibilidade dos ganhos é a principal dificuldade entre os profissionais autônomos ouvidos. Avaliação imobiliária aparece como possibilidade de diversificar a receita com um serviço técnico cuja remuneração não depende da conclusão de uma venda.
A instabilidade de renda é apontada como principal dificuldade por 36% dos corretores autônomos ouvidos pelo Panorama do Corretor Imobiliário 2026, levantamento realizado pela CUPOLA, Imobi Report e Instituto Brasileiro de Educação Profissional (IBREP). Os números colocam em destaque a dependência de receitas vinculadas ao fechamento dos negócios. Entre as possibilidades para diversificar a atuação está a avaliação de imóveis, serviço técnico remunerado pelo trabalho realizado, independentemente de uma venda posterior.
Em um mercado onde o volume de transações e a liberação de crédito estão frequentemente sujeitos aos humores da macroeconomia e das taxas de juros, o período de maturação de uma venda pode se arrastar por meses.
Para os especialistas da Valor 360, plataforma profissional de corretores de imóveis, a avaliação de propriedades é um serviço técnico remunerado pelo trabalho executado, independentemente de uma transação futura. O Parecer Técnico de Avaliação Mercadológica (PTAM), documento que resulta da avaliação, é uma exigência de praxe em inventários, partilhas de bens, financiamentos bancários, atualizações patrimoniais e litígios judiciais.
“A atividade de avaliação de imóveis permite ao corretor mitigar a pressão sobre o próprio caixa e oferecer um serviço extra ao cliente”, afirma Ademir Trierveiler, diretor comercial da Valor 360.
Entre os profissionais vinculados a imobiliárias e incorporadoras, o uso de sistemas e tecnologias obteve a nota mais alta em nível de prioridade (4,53 em uma escala de 1 a 5), superando outros 16 fatores avaliados pelo Panorama do Corretor Imobiliário 2026.
A demanda por eficiência operacional impulsiona a adoção de ferramentas digitais que buscam padronizar processos até então analógicos, longos e dispersos. Sistemas como a própria Valor 360 ganham ênfase ao centralizar a coleta de dados, o mapeamento de região, o espelhamento de imóveis comparáveis e a geração do PTAM dentro das diretrizes da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT NBR 14653-1 e 14653-2).
“A ferramenta não define o preço do imóvel: a escolha da metodologia, a análise dos dados e a conclusão sobre o valor permanecem sob responsabilidade do corretor de imóveis habilitado”, explica o executivo da Valor 360.
“A proposta da plataforma é justamente facilitar a parte operacional desse processo, organizando as informações e a estrutura do parecer, sem substituir o conhecimento e a responsabilidade do avaliador. A Valor 360 também permite optar por assinatura ou créditos avulsos, o que dá flexibilidade a quem está começando na atividade ou ainda tem uma demanda pontual”, completa Alexandre Davi Rocha Fernandes, sócio fundador e responsável técnico pela Valor 360.

