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55% dos brasileiros admitem entender pouco sobre educação financeira, mostra pesquisa

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Crédito da foto: Divulgação
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Para Renan Diego, consultor financeiro, o desconhecimento pode ser um reflexo da falta de conversa sobre dinheiro entre as famílias

O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro atingiu um novo recorde, passando de 48,9% em abril para 49,0% em maio, informou o Banco Central (BC). Um dos fatores que explicam esse índice preocupante é a falta de planejamento financeiro. Prova disso é a pesquisa Observatório Febraban feita pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE), que revelou que a maioria dos brasileiros (55%) admite que entende pouco (40%) ou nada (15%) de educação financeira. Para Renan Diego, consultor financeiro, o dado é preocupante já que pode agravar o endividamento entre a população.

“Falar sobre dinheiro ainda é um tabu em muitas famílias brasileiras. Isso porque na maioria das vezes não há um diálogo sobre essa questão e sim uma briga, já que o assunto só é pautado quando já há um endividamento. A educação financeira é um tema pouco abordado no dia a dia, o que impede que um planejamento minucioso seja feito. Entre as principais consequências disso estão a alta probabilidade de endividamento, a dificuldade de alcançar metas, como comprar um imóvel ou realizar viagens, além de impossibilitar a realização de investimentos”, afirma Renan.

Prova disso são os dados divulgados pelo estudo, responsável por realizar entrevistas com 3 mil pessoas nas cinco regiões do Brasil: 39% dos participantes afirmam estar atualmente endividados. Entre estes, 23% acreditam que terminarão 2025 ainda mais endividados do que estavam no final do ano passado e 48% esperam reduzir seu nível de endividamento.

“A educação financeira é essencial para que os brasileiros comecem a se planejar financeiramente. Esse é um fator importante para evitar que fiquem negativados e para quitarem de uma vez suas dívidas. É por meio dessa organização que muitos vão identificar quais são os gastos desnecessários que estão comprometendo o orçamento mensal e anual, o que permite que as pessoas cortem essas contas e consigam juntar mais dinheiro. Dessa forma, não só diminuem as chances de endividamento, como também aumentam as possibilidades de alcançar seus objetivos a longo prazo”, explica o consultor.

A pesquisa também apontou que a maioria dos entrevistados (61%) afirma utilizar frequentemente (34%) ou às vezes (27%) algum meio de acesso a crédito, seja cartão de crédito, empréstimo ou outros. Para Renan Diego, esse comportamento é alarmante, pois o cheque especial, embora ofereça facilidade de acesso ao crédito, pode acelerar o endividamento devido às altas taxas de juros.

“O cheque especial é uma linha de crédito automática oferecida pelas instituições bancárias, que disponibiliza um valor extra na conta do cliente quando o saldo é insuficiente. Embora seja visto por muitos como uma solução rápida para imprevistos, ele pode facilmente se transformar em um ciclo vicioso, quase como uma bola de neve difícil de controlar. O uso contínuo dessa linha de crédito está atrelado a taxas de juros muito altas, que podem ultrapassar 8% ao mês, tornando o endividamento cada vez mais profundo”, Renan pontua.

O profissional explica que o cheque especial, para muitos brasileiros, é interpretado como uma forma de renda extra, e acabam esquecendo que há altos juros envolvidos nessa funcionalidade. A falta de clareza pode levar ao endividamento, já que no mês seguinte, após o uso, não será necessário somente realizar o pagamento da fatura, como também as taxas que estão atreladas ao seu uso.

O Observatório Febraban também revelou um dado importante sobre o impacto do endividamento na saúde mental dos brasileiros. Na parcela dos entrevistados que declaram possuir dívidas, 77% afirmam que as dívidas afetam seu bem-estar emocional ou sua qualidade de vida.

“A organização financeira é fundamental, pois é por meio dela que aprendemos a planejar nossas economias, estruturar nossas finanças pessoais e, sobretudo, compreender a psicologia do dinheiro. Isso envolve desenvolver inteligência emocional para lidar com a situação financeira atual, já que, muitas vezes, uma dívida reflete a falta de planejamento e a incapacidade de honrar compromissos de forma organizada” comenta o educador financeiro.

Sobre Renan Diego:

Especialista em finanças pessoais e investimento, Renan Diego é formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e atua há quase 10 anos como educador financeiro e consultor no segmento. À frente da edtech Produtividade Financeira, o carioca já educou mais de 8 mil brasileiros que querem administrar melhor o próprio dinheiro e investir do zero. O profissional também conta com MBA em Value Investing. Hoje, com mais de 340 mil seguidores no Instagram (@renandiegooficial), o especialista compartilha na sua página oficial conteúdos sobre como poupar, administrar e investir melhor o dinheiro.

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