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Sustentabilidade

8 mitos e verdades sobre proteínas alternativas e alimentação saudável

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Em um mercado avaliado em US$ 15,7 bilhões, benefícios e desafios da proteína à base de fermentação ainda são pouco explorados

As proteínas alternativas estão conquistando um espaço cada vez maior no mercado alimentício. É o que mostra o relatório da MarketsandMarkets, que indica que esse mercado foi avaliado em US$ 15,7 bilhões em 2024 e tem projeção de crescimento para US$ 25,2 bilhões até 2029. No entanto, à medida que o segmento cresce, dúvidas e questionamentos surgem entre os consumidores, principalmente quando o assunto é proteínas à base de fermentação, em especial as de micélio – estrutura dos fungos, popularmente chamada de “raízes dos cogumelos”.

“O ser humano já consome produtos à base de fermentação há muitos anos. Dentre eles, vários são produzidos a partir de micélios, como cogumelos, molho shoyo, queijos. A novidade é o consumo direto do micélio na alimentação como ingrediente de produtos mais saudáveis, já que o micélio é rico em proteínas (com todos aminoácidos essenciais), fibras e nutrientes como vitaminas do complexo B”, enfatiza Paulo Ibri, CEO da Typcal, primeira foodtech da América Latina a desenvolver um novo ingrediente alimentício a partir de fermentação de micélio. “Além disso, é produzido de forma vertical  em fermentadores similares aos utilizados na produção de cerveja, utilizando menos recursos naturais, como água  e emitindo até 99% menos CO2 que as proteínas convencionais. Por isso, temos que explicar aos consumidores sobre as vantagens que ele possui para a saúde e o meio ambiente”, completa.

Diante desse contexto, o executivo separou alguns mitos para desmistificar sobre a proteína de micélio. Confira!

Micélio e cogumelo na alimentação possuem características diferentes

Verdade. Além de ser produzido de maneira muito mais rápida e com menor custo, o micélio possui uma concentração muito maior de proteínas, com todos aminoácidos essenciais, e fibras. Já o cogumelo é consumido diretamente na alimentação mas possui menor densidade nutricional. “Estamos acostumados a consumir proteínas proveniente dos cogumelos, que possuem desafios de produção  em larga escala e desafios logísticos devido seu pequeno tempo de prateleira. Já o micélio, além de nutritivo, pode ser produzido de forma altamente escalável e rápida. Na Typcal produzimos nossa proteína em 24 horas, o processo mais rápido do mundo “, reforça o executivo. 

Proteína animal é um alimento mais completo?

Mito. Embora a quantidade de proteína seja maior na carne vermelha – o micélio possui alta digestibilidade facilitando a absorção dos nutrientes. “Além disso, as fibras são essenciais para promover o bom funcionamento digestivo, evitando desconforto abdominal, um componente que está presente apenas na proteína de micélio”, afirma.

Cultivo de micélio é mais sustentável quando comparado a outras proteínas alternativas

Verdade. O cultivo de micélio é mais sustentável, pois requer menos terra, água e tempo. A produção é feita em biorreatores verticais, o que reduz a necessidade de espaço físico e, consequentemente, o desmatamento. A soja, por outro lado, embora escalável, está associada ao uso intensivo de recursos naturais e ao desmatamento em larga escala. “O cultivo de micélio em biorreatores é muito mais eficiente do que a produção de outras proteínas, sejam elas vegetais ou animais. Na Typcal, por exemplo, produzimos 6115 vezes mais proteína por metro quadrado que soja, emitimos 98% menos CO2 e  reduzimos a pegada hídrica em 99,8% quando comparado à carne bovina”, esclarece Ibri. Ainda, o sistema produtivo de micélio independe de condições climáticas, terras férteis e não está suscetível a doenças, como no caso das proteínas animais e vegetais.

Fungos podem apresentar toxicidade 

Verdade. Por isso não é qualquer fungo que pode ser consumido como alimento. “A Typcal utiliza um tipo específico de fungo em seu cultivo que possui histórico de consumo em todo mundo há mais de 1.000 anos, inclusive no Brasil. Ainda, temos processos rígidos de microbiologia e controle de qualidade do nosso ingrediente que garante a segurança do nosso produto”, reforça.

Pode substituir totalmente outras fontes de proteína por micélio em uma dieta equilibrada

Verdade. O micélio possui nutrientes que são importantes para qualquer dieta. “É uma fonte completa de nutrientes, incluindo, além das proteínas, vitaminas do complexo B, cálcio, ferro e outros minerais. Ele pode substituir outras fontes de proteína em uma dieta equilibrada, contribuindo para uma alimentação diversificada. Acreditamos que em breve a maioria da população estará consumindo proteína animal, vegetal e de micélio e uma dieta balanceada e que promove a saúde das pessoas”. 

Micélio pode ser utilizado em todos os tipos de produtos por ter sabor neutro

Verdade. Essa é uma das grandes vantagens quando comparamos a outras proteínas, como as vegetais de soja ou de ervilha. “Sem sabor residual, o micélio é uma opção versátil para ser utilizado em receitas variadas e diferentes indústrias, desde pratos plant-based até produtos cárneos, pães, biscoitos, massas e entre outros”, destaca o executivo.

Pessoas com alergia a cogumelos não podem comer alimentos à base de micélio

Verdade. Apesar de a alergia a cogumelos ser algo incomum, é indicado que não consuma. “Vale ressaltar que fontes tradicionais de proteína, como a soja, possuem índice de alergenicidade muito maior do que o de cogumelos e micélios, Isso faz com que milhares de pessoas sejam impedidas de consumir esses produtos.”

O mercado de proteína à base de fermentação é promissor

Verdade. O micélio está ganhando destaque em diferentes segmentos. No mercado de alimentação, especialmente, ele surge como um ingrediente sustentável e inovador para a produção de diversos produtos da indústria alimentícia. “Alta escalabilidade e valor nutricional desse tipo de proteína têm atraído investimentos do setor alimentício focado em opções saudáveis e ambientalmente responsáveis. Em aproximadamente cinco anos, por exemplo, o micélio deverá superar a carne bovina em competitividade e, em até dez anos, será mais barato que a soja, tornando-se altamente acessível no mercado.”

Sobre a Typcal: 

Primeira foodtech da América Latina a desenvolver fermentação de micélio por meio da economia circular, a Typcal criou um novo ingrediente para a indústria alimentícia. Com biotecnologia, a empresa desenvolveu um processo escalável e sustentável para produzir proteína à base de micélio, que pode ser usado em diferentes processos alimentícios e promover mais saúde para as pessoas. A foodtech, que mira expansão da fábrica de piloto para comercial até o final de 2024 e abertura do mercado europeu, está buscando parcerias com grandes multinacionais para aumentar seu portfólio, além de prever um lançamento de produto para o primeiro quarter de 2025. Atualmente, a empresa conta com dois investidores reconhecidos no cenário esportivo: o ex-jogador de vôlei e treinador da seleção brasileira, Bernardinho, e o jogador de vôlei Bruninho. Saiba mais no site

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