Organizações estão redesenhando fundamentalmente suas arquiteturas de dados para viabilizar uma IA confiável e escalável em ambientes híbridos
A Cloudera, única empresa que leva IA aos dados em qualquer lugar, divulga sua mais recente pesquisa global, The Great AI Re-Architecture revelando uma mudança fundamental no TI corporativo, à medida que as organizações redesenham suas arquiteturas de dados para atender às demandas de IA. Com base em respostas de 1,5 mil arquitetos empresariais, líderes de infraestrutura em nuvem e arquitetos de dados ao redor do mundo, o relatório constata que, embora a adoção de IA já seja predominante, arquiteturas de dados legados estão cada vez mais limitando a capacidade das organizações de escalar a IA de forma segura, eficiente e com custo controlado.
Os resultados apontam para uma mudança fundamental na arquitetura de TI empresarial. Enquanto 77% das organizações já utilizam IA ativamente, quase todas (95%) adiaram ou cancelaram iniciativas de inteligência artificial no último ano devido a desafios de governança de dados, compliance ou regulamentação. Para superar esses desafios, 72% afirmam que sua arquitetura de dados atual precisa de uma reformulação significativa para atender às futuras exigências de IA, sugerindo que a infraestrutura de hoje não foi construída para as demandas da IA moderna.
Juntos, esses dados evidenciam o que a Cloudera chama de “A Grande Rearquitetura de IA” — a transição em massa de arquiteturas de dados legados para ambientes híbridos que permitem às organizações levar IA confiável a dados confiáveis, onde quer que estejam.
“Esta era atual da IA está forçando as organizações a repensarem as bases de sua infraestrutura tecnológica”, disse Sergio Gago, Diretor de Tecnologia (CTO) da Cloudera. “Muitas empresas estão descobrindo que as arquiteturas construídas para análises tradicionais não foram projetadas para a escala, governança e flexibilidade que a IA exige hoje. O sucesso dependerá de construir uma base de dados que dê às organizações liberdade para rodar IA aonde fizer mais sentido, sem comprometer controle ou segurança.”
A IA está impulsionando uma reformulação da infraestrutura corporativa
A inteligência artificial já superou os projetos-piloto isolados e está agora incorporada nas operações corporativas. À medida que as organizações expandem a IA pelo negócio, aumenta a pressão sobre infraestruturas que nunca foram projetadas para IA em escala.
Três quartos (75%) dos entrevistados afirmam que as integrações de IA mudaram as práticas de armazenamento e arquitetura de dados de suas organizações, enquanto 84% relatam aumento nos custos de infraestrutura impulsionado pelas cargas de trabalho de IA. Juntos, esses dados sugerem que as organizações estão repensando não apenas onde os dados residem, mas como são gerenciados, governados e entregues aos sistemas de IA.
Governança é infraestrutura crítica
À medida que as organizações escalam a IA, a governança está se tornando fundamental para o sucesso da IA corporativa. No início deste ano, o Data Readiness Index da Cloudera constatou que 75% das organizações disseram que a IA está expondo as limitações de seus processos de governança legados. Esta nova pesquisa sugere que esses desafios só estão se intensificando à medida que a adoção de IA cresce.
Quase três quartos (73%) dos entrevistados dizem que a IA tornou a governança de dados mais complexa, e mais da metade (55%) relata ter adiado ou cancelado mais de seis projetos de IA nos últimos 12 meses devido a desafios de governança, compliance ou regulamentação.
O desafio é agravado pela crescente dispersão dos dados. Quase todos os entrevistados (97%) relatam mover dados entre ambientes pelo menos mensalmente, tornando essencial uma governança consistente entre nuvem, nuvem privada, ambientes on-premises e edge para escalar a IA com segurança.
Arquiteturas híbridas tornam-se o novo padrão corporativo
As organizações estão cada vez mais adotando arquiteturas híbridas para equilibrar desempenho, governança, custo e flexibilidade — elementos críticos para o sucesso da IA moderna.
Dois terços (66%) dos entrevistados afirmam ter movido workloads de IA de ambientes de nuvem pública de volta para nuvem privada ou infraestrutura on-premises no último ano, sinalizando uma mudança mais ampla em direção a arquiteturas híbridas que permitem às organizações rodar workloads de IA onde elas performam melhor.
Olhando para o futuro, as organizações estão investindo em nuvem, on-premises, edge e ambientes híbridos, em vez de depender de um único modelo de implantação. Um quarto (25%) afirma que planeja priorizar uma arquitetura híbrida nos próximos dois anos, reforçando que o futuro da IA corporativa será definido pela flexibilidade, e não por uma estratégia única de infraestrutura.
O futuro da IA corporativa depende de arquiteturas de dados híbridas
A adoção de IA já não é mais o diferencial; a otimização da IA, sim. Organizações que modernizarem suas arquiteturas de dados para governá-los de forma consistente e rodar IA onde fizer mais sentido estarão mais bem posicionadas para entregar uma IA escalável, segura e de valor duradouro para o negócio.
Como esses temas estarão em destaque na Cloudera EVOLVE São Paulo no próximo mês, leia o relatório completo para saber como as organizações estão preparando suas bases de dados para a IA corporativa.

