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Poesia S.A

A pressão do ser

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* Por Laura Porto, Administradora, Escritora e Mentora Organizacional

Não estou aqui para entender ou dissipar falsas ilusões. Estou aqui para evoluir, mesmo que em passos de tartaruga.

O ser humano é, no mínimo, curioso… e um tanto folgado. Nasce, cresce e morre — isso já sabemos. Mas, durante o crescimento, sempre tem pressa, acredita que já perdeu a hora, a razão e os acontecimentos. Corre, então, em direção a um abismo colossal, onde acaba se perdendo de sua própria essência e forma de ser.

Nem mesmo uma pandemia nos ensinou a parar tudo e olhar para o todo — para todos e, principalmente, para dentro de nós mesmos. Voltamos ainda mais acelerados, mais sedentos por vida do que antes.

A pressão de ser alguém, de estar com alguém, de se sentir alguém nos impede de encontrar a calma e a lucidez para simplesmente existir sem essa cobrança constante.

A pressão do ser intensifica nossa insanidade, deturpando a percepção do aqui e do agora, onde o que realmente vale é o presente, e não o futuro.
Ela destrói valores, fragiliza a sanidade, compromete o bom senso e, acima de tudo, mina os amores.

A pressão pode ser boa? Sim, claro que pode. Mas apenas quando bem dosada e bem administrada.

Esquecemos que já somos alguém, então não precisamos provar que somos.
Esquecemos que todo aprendizado requer tempo, disciplina e determinação. Portanto, não ser um “ser completo” em sua totalidade é absolutamente normal.

De vez em quando, alguns poucos conseguem se distanciar dessa pressão e passam a viver sem a cobrança do que poderiam ter sido, do que poderão ser e, acima de tudo, sem a ansiedade sobre o que realmente são ou querem.

A maior parte da pressão vem justamente das pessoas que mais amamos.
De nós mesmos, dos nossos pais, irmãos, cônjuges. Ela nasce da visão que cada um tem do mundo, daquilo que vive e acredita. Mas a maneira como escolhemos lidar com essa pressão é o que nos diferencia.

Os critérios variam, mas se há um conselho possível, é este: antes de qualquer coisa, livre-se de todo e qualquer julgamento sobre si mesmo. E então, escolha o que deseja fazer no momento seguinte.

É isso o que determina o que cada um é, e não a pressão de que não se tem ideia para onde ir, o que fazer e o que ser.

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