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Logística

Programa pioneiro de logística reversa completa 25 anos

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Valmor Thesing, presidente do SindiTabaco - Créditos da foto:  Felipe Krause/Pixel18dezoito
Valmor Thesing, presidente do SindiTabaco – Créditos da foto: Felipe Krause/Pixel18dezoito

Iniciativa do setor do tabaco destina corretamente embalagens vazias de agrotóxicos e se tornou referência ambiental no campo brasileiro.

Outubro de 2025 – O Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos, um marco de sustentabilidade para o setor do tabaco e reconhecido por seu pioneirismo, está completando 25 anos. Criado em 23 de outubro de 2000, o programa é desenvolvido pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e suas empresas associadas, com apoio da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).

O programa foi uma das primeiras iniciativas de logística reversa do agronegócio brasileiro e surgiu antes mesmo da legislação federal que tornou obrigatória a devolução das embalagens de defensivos agrícolas – criada em 2002. Hoje reconhecido como referência para muitos setores que estudam aprimorar sua logística reversa, o programa do setor do tabaco teve sua primeira ação no ano 2000, em Santa Cruz do Sul (RS).

Para o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, além de garantir o cumprimento da legislação ambiental, o Programa gera benefícios relacionados à proteção do meio ambiente, evitando o descarte inadequado das embalagens e prevenindo contaminações. É também uma ação de economia circular, pois promove a reciclagem do plástico dos recipientes.

Atualmente, o Programa atinge cerca de 108 mil produtores e 1.800 pontos de coleta itinerante, distribuídos em 385 municípios do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. De acordo com o InPEV, parceiro na destinação das embalagens vazias, o setor do tabaco responde por quase metade de todos os roteiros itinerantes de recebimento de embalagens realizados em todo o País. Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), 94% das embalagens de defensivos agrícolas comercializadas no País são recicladas.

Como é feita a devolução das embalagens?

As embalagens rígidas devem ser entregues pelos produtores limpas, secas, perfuradas e separadas de suas tampas. Para isso, a tríplice lavagem é fundamental e consiste em, por três vezes, esvaziar completamente o conteúdo, adicionar água limpa, agitar e despejar o líquido no pulverizador. As equipes de recebimento verificam se os recipientes devolvidos estão em conformidade e entregam os comprovantes que atestam a destinação correta das embalagens.

Após a coleta, as embalagens são encaminhadas às unidades de recebimento do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), responsável pela gestão do Sistema Campo Limpo, e passam por triagem para encaminhamento à reciclagem. Das embalagens recebidas pelo programa do setor do tabaco, 100% dos recipientes rígidos são reciclados e transformados em novos produtos plásticos, especialmente insumos para a construção civil. Já as embalagens impróprias para reciclagem são destinadas à incineração controlada, em conformidade com as normas ambientais.

“O sucesso do programa está na parceria e no comprometimento de todos os elos da cadeia produtiva. É um exemplo de como o setor do tabaco, mesmo muitas vezes incompreendido, atua de forma responsável e alinhada com as práticas sustentáveis”, reforça Thesing.

Ao completar 25 anos, o Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos reafirma o compromisso ambiental do setor do tabaco e seu papel como referência nacional em logística reversa no agronegócio.

Roteiro atual – Nesta quarta-feira, 22 de outubro, o Programa de Recebimento de Embalagens vazias de Agrotóxicos inicia o roteiro pela região Serra-Planalto do Rio Grande do Sul. As equipes de recebimento passarão por pontos de coleta em 39 municípios em rotas itinerantes que irão até 5 de novembro. CONFIRA AQUI AS LOCALIDADES, DATAS E HORÁRIOS. 

Sobre o SindiTabaco

Fundado em 24 de junho de 1947, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) tem sede em Santa Cruz do Sul (RS), no Vale do Rio Pardo, maior polo de produção e beneficiamento de tabaco do mundo. Inicialmente como Sindicato da Indústria do Fumo, a entidade ampliou sua atuação ao longo dos anos e, desde 2010, passou a abranger todo o território nacional, exceto Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. Com 14 empresas associadas, as ações da entidade se concentram especialmente na Região Sul do País, onde 94% do tabaco brasileiro é produzido, com o envolvimento de 533 mil pessoas no meio rural, em 525 municípios. Saiba mais em sinditabaco.com.br

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