Robson Gimenes, CEO da Shield Bank, analisa como a tecnologia reforça a eficiência financeira de lojistas e consumidores
O Pix se consolidou como o principal meio de pagamento no Brasil. Segundo dados do Banco Central, mais de 150 milhões de brasileiros já utilizam o sistema, que movimenta trilhões de reais por mês. Agora, com a chegada do Pix por aproximação, o país dá mais um passo rumo à integração entre tecnologia e praticidade financeira.
De acordo com Robson Gimenes, CEO da Shield Bank, a inovação amplia o conceito de conveniência no ponto de venda. “Cada vez mais, os clientes esperam agilidade e experiências sem atrito. O Pix por aproximação vem atender a esse comportamento, mas para que a operação seja eficiente, é preciso ter uma estrutura financeira sólida por trás”, explica.
A nova modalidade, que permite realizar pagamentos apenas aproximando o celular ou smartwatch do terminal, elimina etapas e reduz o tempo de transação. Para o comércio, isso significa menos filas e mais conversões. Mas, segundo Gimenes, o impacto mais relevante vai além da velocidade. “Quando o fluxo de recebimentos se torna imediato, o desafio passa a ser a gestão desses recursos. É nesse ponto que planejamento e liquidez se tornam diferenciais competitivos”, avalia.
Empresas que adotam o Pix de forma estratégica conseguem, segundo o Banco Central, reduzir custos operacionais e aumentar a previsibilidade de caixa. Gimenes destaca que, para o lojista, o foco deve estar em transformar conveniência em resultado. “O Pix é uma ferramenta poderosa, mas só gera impacto real quando integrado a uma gestão financeira organizada, com controle de repasses e visão de fluxo futuro.”
Desde o lançamento em 2020, o Pix vem crescendo em ritmo acelerado. Somente no primeiro semestre de 2025, o sistema superou 2,9 bilhões de transações mensais, com volume recorde entre pessoas jurídicas. A chegada do pagamento por aproximação reforça esse movimento, transformando o ato de pagar em uma experiência quase invisível, simples, rápida e segura.
“Mais do que uma inovação tecnológica, o Pix representa uma mudança de cultura financeira no Brasil. É o reflexo de um consumidor que valoriza eficiência e transparência, e de empresas que precisam estar preparadas para acompanhar esse novo ritmo”, conclui Gimenes.








