De uma cadeira de engraxate na Av. Paulista ao comando de uma das operações mais estruturadas de restauração de tênis de luxo do país: essa é a trajetória de Júnior Ribeiro, fundador da Casa do Tênis, negócio que cresce acima da média em um setor impulsionado pelo consumo premium e pela tendência global de prolongar a vida útil de itens de alto valor. Júnior começou engraxando sapatos com a família na rua, estudou publicidade, entrou no mercado financeiro e construiu carreira em bancos como Safra e C6. Mesmo em ascensão, decidiu abandonar a promoção iminente para transformar um TCC no que se tornaria sua virada de vida: uma loja especializada que hoje atende mais de 1.700 pares por mês, muitos deles de marcas como Prada, Gucci, Loro Piana, Celine e Bottega Veneta.
Segundo o estrategista internacional de marca Ale Vazz, a história de Júnior simboliza um novo momento do consumo e do reposicionamento de ofícios tradicionais:
“Quando um negócio artesanal se posiciona como referência em um nicho de alto valor, ele eleva toda a categoria. A Casa do Tênis não vende apenas restauração. Vende confiança, curadoria e continuidade de histórias.”
Ele destaca ainda o diferencial técnico do negócio:
“Antecipar quando um solado vai falhar e ter a solução pronta transforma um serviço pontual em relacionamento de longo prazo. Isso é estratégia de marca, não apenas operação.”
A aposta se mostrou certeira: em poucos meses, a Casa do Tênis faturou o equivalente à projeção de um ano inteiro e, em um ano, bateu a meta prevista para dois. O crescimento acelerado levou à expansão para um espaço de 250 m², com estrutura para alto volume e padrão premium.
Para Ale, o caso é um modelo de mobilidade social estratégica:
“O Júnior não abandona as origens. Ele as eleva. Mostra que legado não é sair da rua, é ressignificar o que a rua ensinou.”
A trajetória se tornou referência para empreendedores que buscam transformar serviços tradicionais em marcas de alto impacto com potencial de escalar nacional e internacionalmente.

Ale Vazz








