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Tecnologia

Projeção de US$ 64 bilhões em automação no varejo acelera crescimento de 25% das portarias remotas

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A expansão dos serviços autônomos em condomínios vem se consolidando como um dos movimentos mais relevantes dos mercados imobiliário e de segurança eletrônica no Brasil. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE), as portarias remotas devem encerrar 2025 com crescimento estimado de 25,3%, impulsionadas pelos avanços tecnológicos, ao mesmo tempo em que condomínios que adotam esse modelo relatam redução de custos operacionais de até 60%. Em linha com essa tendência,  o modelo self-service também avança no varejo global, com expectativa de movimentar mais de US$ 64 bilhões até 2030, de acordo com a Fortune Business Insights.

No Brasil, segundo levantamento do Instituto Nacional de Condomínios e Apoio aos Condôminos (INCC), o potencial de expansão é ampliado pela existência de mais de 520 mil condomínios, o que reforça a relevância econômica desse movimento. Nos últimos anos, soluções como portarias sem porteiro, minimercados autônomos, lavanderias self-service e sistemas inteligentes de controle de acesso passaram a integrar a rotina de diversos empreendimentos. A adoção dessas tecnologias reflete a busca por maior eficiência operacional, praticidade para os moradores e novas formas de gestão condominial baseadas em automação e monitoramento contínuo.

Para Lucas CinelliCEO e cofundador da Octos, plataforma SaaS de inteligência artificial em nuvem voltada para o setor de segurança eletrônica, a expansão dos serviços autônomos redefine o papel da segurança nos condomínios. “Esses modelos exigem sistemas capazes de controlar acessos, identificar comportamentos e integrar diferentes camadas de tecnologia, permitindo uma atuação mais preventiva e orientada por dados”, afirma.

Com a ampliação desses serviços, cresce também a demanda por soluções integradas de segurança eletrônica. O especialista destaca que a operação de ambientes autônomos exige a combinação de videomonitoramento, controle de acesso, análise de dados e conectividade em tempo real, o que reposiciona a segurança como elemento central para o funcionamento desses modelos e para a mitigação de riscos operacionais e patrimoniais.

Segundo o executivo, além de impactar a rotina dos moradores, esse movimento cria oportunidades relevantes para o mercado de segurança eletrônica. “A automação de serviços amplia a necessidade de soluções inteligentes e integradas, o que tende a impulsionar investimentos em monitoramento avançado, análise de vídeo e inteligência artificial, além de contribuir para a valorização dos empreendimentos”, conclui.

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