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Tecnologia

Erro de dado vira perda de margem: IA e automação fiscal redefinem o jogo no IVA Dual

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Com a chegada do novo modelo tributário, qualidade do dado passa a determinar crédito, caixa e competitividade; empresas que usam automação e IA já reduzem custos e eliminam falhas operacionais

A partir de 2026, o crédito tributário deixará de ser apenas uma apuração contábil para se tornar uma consequência direta da qualidade dos dados fiscais. Com a implementação do IVA Dual, erros ou inconsistências desde a origem das operações podem gerar perda imediata de crédito, afetando margem, fluxo de caixa e competitividade das empresas — mesmo quando o imposto é recolhido corretamente.

Esse novo cenário está acelerando a adoção de tecnologias de automação fiscal e Inteligência Artificial, que transformam o fiscal de centro de custo em alavanca financeira. Segundo Roberto De Lázari, diretor da All Tax, “o dado fiscal virou um ativo econômico. Se nasce errado, a empresa perde margem; se nasce correto e validado digitalmente, gera crédito, liquidez e previsibilidade”.

Dados do Banco Mundial mostram que empresas no Brasil ainda gastam até 1.500 horas por ano com obrigações tributárias, contra uma média de 155,7 horas nos países da OCDE. Esse excesso de esforço operacional amplia custos, reduz eficiência e aumenta o risco de falhas. Em contrapartida, organizações que automatizaram o ciclo fiscal já conseguem reduzir custos operacionais em até 40% e eliminar cerca de 95% dos erros manuais, segundo dados de mercado.

Além da automação tradicional, cresce o uso das chamadas Inteligências Artificiais autônomas (Agentic AI), capazes de monitorar alterações legislativas em tempo real, atualizar regras fiscais automaticamente e executar apurações com mínima intervenção humana. Essas tecnologias identificam exceções, corrigem inconsistências e escalam análises mantendo rastreabilidade, governança e segurança jurídica.

Embora os novos tributos CBS e IBS ainda não estejam sendo cobrados nesta fase inicial da Reforma, eles já passam a constar nos documentos fiscais, exigindo preparação antecipada. Para De Lázari, 2026 será um divisor de águas. “A Reforma Tributária premia quem controla dados e processos e penaliza quem opera no improviso. Governança fiscal, hoje, é retorno financeiro.”

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