Novo relatório reúne principais tendências tech do ano, de IA multiagente no backoffice à cibersegurança preditiva
“Muitos relatórios estão apontando tecnologias futuristas distantes da realidade brasileira. As tendências de tecnologia precisam considerar o que realmente impacta as empresas nacionais: fazer a inovação funcionar de fato na operação, com governança e retorno claro”, afirma Tiago Amor, CEO da Lecom, sobre o que deve orientar as empresas em 2026. A Lecom acaba de lançar o relatório “6 tendências de tecnologia para 2026”, uma curadoria estratégica sobre dados globais em decisões aplicáveis no mercado nacional.
Segundo a Lecom, há um contraste evidente no mercado: enquanto o discurso sobre inovação fica cada vez mais futurista, a realidade de muitas empresas ainda é marcada por processos que travam, retrabalho, baixa visibilidade e decisões lentas. O relatório considera essas dores e apresenta quais tendências realmente fazem sentido para as operações brasileiras.
A publicação se apoia em dados e pesquisas amplamente referenciadas e, sobretudo, na experiência prática de quem atua com operações complexas. Entre os indicadores citados no estudo, estão a aceleração das implementações de IA multiagente (Gartner aponta crescimento de 1.445% entre 2024 e 2025), evidências de que o ROI da IA pode ser significativamente maior no backoffice (estudos do MIT sugerem retornos até 5x em comparação a iniciativas focadas em frontoffice), e a projeção de avanço da automação no trabalho (McKinsey estima até 30% das horas trabalhadas serão automatizadas até 2030). Com base nesses e outros dados, o relatório identifica seis tendências de tecnologia para 2026:
1. Sistemas multiagentes no backoffice dão mais retorno
A IA deixa de ser “assistente” e passa a operar em cadeia: agentes especializados executam etapas complementares e entregam ganho operacional com mais previsibilidade, especialmente no backoffice, onde há um grande volume de tarefas repetitivas.
2. Automação exponencial para combater o “rust-out”
Eliminar o trabalho repetitivo deve ser uma prioridade para 2026, com investimento crescente em automação para reduzir o retrabalho e liberar pessoas para tomada de decisões, melhoria contínua e modelagem de processos. A automação exponencial, nesse sentido, reduz a sensação de estagnação no trabalho, conhecida como “rust-out”.
3. Esteira única de hiperautomação: evolução contínua, sem projetos paralelos
A tendência é abandonar iniciativas isoladas e conectar BPM, RPA, IA e analytics em uma única esteira. O ganho está em consistência, velocidade e governança, evitando “ilhas de automação” que aumentam a complexidade e quebram o valor no longo prazo.
4. Citizen Development: autonomia para usuários de negócio (low-code, no-code e IA)
Dar autonomia para áreas de negócio não significa perder controle. A proposta é acelerar inovação com padrões, trilhas de entrega e experiência bem desenhada, combinando produtividade com agilidade, segurança e rastreabilidade.
5. Plataformas mais previsíveis e observáveis: agindo antes do problema acontecer
Observabilidade sai do “monitoramento reativo” e vira disciplina de gestão. A maturidade tecnológica, segundo a Lecom, está em identificar sinais fracos (de performance, filas, integrações, comportamento de usuários) antes que virem incidentes críticos.
6. IA e cibersegurança preditiva: antecipar ataques sem travar a operação
À medida que os ciberataques aumentam, a defesa migra para um modelo mais preditivo: priorização inteligente de risco com IA, resposta mais rápida e redução de incidentes de segurança.
O material foi produzido por especialistas da Lecom, reunindo aprendizados de projetos em operações complexas e referências de pesquisas internacionais para traduzir tendências globais em decisões aplicáveis ao cenário brasileiro.








