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Mulheres respondem por 65% dos pedidos de crédito no varejo, aponta levantamento

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Dados divulgados pela Top One Financeira mostram que o protagonismo feminino no crédito vem acompanhado de maior taxa de aprovação, 20% contra 17% entre homens, mesmo em um momento de concessão mais rigorosa e foco ampliado na capacidade real de pagamento.

As mulheres concentraram 65% dos pedidos de crédito realizados nos pontos de venda atendidos pela Top One Financeira em 2025. Os homens representaram 35% das solicitações. O dado reforça as decisões de consumo e na gestão do orçamento doméstico, especialmente em compras de bens duráveis como móveis e eletrodomésticos.

Apesar de liderarem as solicitações, o percentual de aprovação também mostra seletividade na concessão. Segundo a empresa, 20% dos cadastros femininos foram aprovados, ante 17% entre os homens. A análise considera critérios como restrições em bureaus de crédito e comprometimento de renda, fatores que seguem como principais determinantes de risco.

Com maior racionalidade no uso do crédito, limites de cartão mais pressionados e juros elevados, o crediário voltou a ganhar espaço no varejo físico, sobretudo em compras planejadas. Para especialistas da Top One, a maior presença feminina nas solicitações está ligada ao papel histórico das mulheres na administração das finanças familiares e à sua participação crescente no mercado de trabalho.

A Top One Financeira é especializada em crediário e empréstimo pessoal no varejo físico, já analisou mais de R$ 2,5 bilhões em solicitações de crédito e atua em mais de 3 mil pontos de venda no país. Para Vanderley Cardoso de Moraes, CEO da companhia e especialista em análise de crédito, o dado revela uma mudança comportamental. “A mulher está cada vez mais no centro das decisões financeiras do lar. Isso inclui avaliar preço, prazo, impacto da parcela e necessidade real da compra. O crédito hoje exige responsabilidade tanto de quem concede quanto de quem contrata”, afirma.

Segundo ele, além de restrições cadastrais, o comprometimento excessivo da renda é o principal fator de reprovação, independentemente de gênero. “O risco não está no perfil de homem ou mulher, mas na capacidade real de pagamento. Estamos em um cenário de endividamento elevado e a análise precisa ser técnica e criteriosa”, diz.

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