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Uma maratona até outubro

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Cenário apresenta maturidade desde 2022, e nova regulamentação da Lei Complementar 222 reforça o caráter social da política pública

A temporada de inscrição de projetos via Lei de Incentivo ao Esporte (LIE) começou há um mês, e segue até 16 de outubro. O ciclo do ano passado consolidou a lei como Política Pública permanente — alteração profunda na forma como empresas, entidades e o próprio Estado enxergam o esporte no Brasil. Em 2024, foram instalados 2.524 projetos aprovados e captados, beneficiando 1.408 entidades em 26 estados e 585 municípios. O volume financeiro atingiu R$ 1,2 bilhão — recorde histórico desde a criação da LIE há 19 anos.

Reduzir incertezas e ampliar previsibilidade são efeitos da transformação da Lei de Incentivo ao Esporte que não é mais vista como sazonal. Se bem conduzida, a LIE pode consolidar-se como uma das políticas públicas mais impactantes do país. Ao combinar responsabilidade fiscal, engajamento empresarial e desenvolvimento territorial, o Brasil demonstra que incentivo não é privilégio — é estratégia.

O desafio agora não é apenas captar mais, e sim, executar melhor. Recordes financeiros precisam ser convertidos em influência mensurável, governança sólida e transparência. O próximo Relatório do Ministério do Esporte será fundamental para avaliar eficiência e capilaridade.

“Priorizar projetos de natureza educacional, comunitária e inclusiva. O modelo reafirma que o incentivo fiscal deve servir à coletividade. O que definirá o futuro da Lei não será somente a arrecadação, mas a capacidade de transformação dos recursos incentivados em legado social duradouro. Há maior consciência sobre o papel da renúncia fiscal e a proposta de transformação social”, diz Álvaro Martins, CEO da AR Lei de Incentivo ao Esporte, há 15 anos no mercado de elaboração e consultoria de projetos socioesportivos para entidades públicas e privadas em todo o país. 

Em 2025, 5.633 projetos foram aptos à captação, e o portfólio disponível oferece diversidade temática e territorial. Marcas encontram na Lei oportunidade concreta de alinhar responsabilidade social, reputação e desenvolvimento local. Não se trata apenas de associar imagem ao esporte, mas de investir em formação cidadã, inclusão e dinamização econômica.

O otimismo do setor se concretizou mediante ao balanço oficial do Ministério do Esporte para 2025 divulgado no dia 6 que apontou captação de R$1.38 bilhão superando 2024. Em paralelo, cresce a percepção de segurança jurídica, fator essencial para consolidar a confiança dos investidores.

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