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Lei das empresas juniores completa 10 anos e reforça busca de universitários por experiência antes do diploma

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Movimento que conecta alunos a desafios reais de mercado cresce no país e amplia espaço no debate sobre empregabilidade jovem

Em um mercado que cobra experiência cada vez mais cedo, muitos universitários passaram a buscar, ainda durante a graduação, caminhos para testar decisões reais de trabalho, lidar com clientes e assumir responsabilidades que nem sempre aparecem no currículo formal. Nesse cenário, as empresas juniores ganharam novo peso nas universidades e voltaram ao centro da discussão sobre formação profissional dez anos após a Lei 13.267, de 2016, que disciplinou a criação e a organização dessas associações no país.

“Já não podemos esperar que a juventude brasileira seja o futuro, precisamos exigir e dar espaço para que ela seja o agora”, diz Vithoria Rodrigues, presidente executiva da Brasil Júnior.

O Movimento Empresa Júnior nasceu no Brasil em 1988, na FGV-SP, com a proposta de levar prática empresarial à formação acadêmica. Nos anos 1990, surgiram as primeiras federações estaduais, e, em 2003, no ENEJ da Bahia, foi criada a Confederação Brasileira de Empresas Juniores, a Brasil Júnior.

Hoje, a entidade coordena um sistema que reúne 25 mil jovens, 1.449 empresas juniores e presença em 270 instituições de ensino superior. Em 2025, o movimento faturou mais de R$ 66 milhões, valor integralmente reinvestido na capacitação dos membros.

A expansão desse modelo ajuda a explicar por que a comparação entre estágio e empresa júnior ganhou força entre universitários. Embora as duas experiências possam se complementar, elas formam trajetórias distintas. No estágio, o aluno costuma atuar em parte do processo, dentro de uma estrutura pronta e sob supervisão mais próxima. Na empresa júnior, participa de projetos completos, atende clientes, acompanha entregas do início ao fim e assume funções de gestão ainda na graduação.

Em vez de entrar em contato apenas com a rotina técnica de uma área, o estudante que passa por uma empresa júnior tende a circular por comercial, projetos, liderança, estratégia e comunicação em um intervalo mais curto. Para parte dos universitários, a experiência funciona como uma forma de testar carreira e ganhar repertório antes da entrada formal no mercado.

A agenda da entidade neste ano também ajuda a ampliar essa visibilidade. Belo Horizonte deve receber o Encontro Nacional de Empresas Juniores e o JEWC, conferência global do movimento, marcada para 26 a 30 de agosto na capital mineira. Para a Brasil Júnior, o encontro deve concentrar parte dessa discussão sobre formação prática, juventude e inserção profissional no ensino superior. A expectativa é reunir mais de 4 mil universitários de todo o país.

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