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O escritório voltou, mas não como antes, mostram dados de plataforma brasileira

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Levantamento da Deskbee, que conta com clientes como Coca-Cola, Raízen, XP,Renault e Cielo, apontam retomada do modelo presencial

A taxa de desocupação de escritórios corporativos de alto padrão em São Paulo apresentou queda consistente ao longo de 2025, com um recuo de 2,3%, de acordo com um levantamento do Secovi-SP em parceria com a CBRE. A análise acompanha cerca de 8,7 milhões de metros quadrados disponíveis para locação em empreendimentos Classe A e Triple A e mostra que o uso dos espaços não está ligado apenas a novos contratos, mas também a um conjunto de estratégias adotadas pelas empresas, como renegociações e consolidações de operações.

Mais do que novos contratos ou renegociações, essa mudança já aparece na rotina das empresas. Dados da Deskbee, plataforma de gestão de espaços corporativos, com base em cerca de 400 mil usuários de empresas como Raízen, XP, Renault, Cielo, Volkswagen e Coca-Cola, mostram que entre o primeiro e o segundo semestre de 2025, houve crescimento na reserva de estações de trabalho e vagas de estacionamento, indicando uma retomada consistente da presença física, ainda que com uma dinâmica diferente da pré-pandemia. 

A reserva de estações de trabalho saltou de cerca de 690 mil no primeiro semestre de 2025 para quase 740 mil no segundo semestre, aumento proporcional ao que foi observado no número reservas de vagas de estacionamento, que foram de aproximadamente 50 mil para 53 mil.

Segundo Mário Verdi, fundador e CEO da Deskbee, o mercado está amadurecendo o entendimento sobre a equação entre os modelos presencial e híbrido. “É uma tendência que continua ano após ano, e os dados agora mostram o impacto físico real desse retorno aos escritórios. Não se trata de uma ideia ou uma promessa futura, as pessoas estão utilizando os espaços corporativos agora, e muitas vezes de maneiras diferentes do que antes”, afirma.

Regiões com uma boa quantidade de serviços e lojas são mais populares para receber muitos times. Não à toa, a Avenida Paulista registrou a maior queda em desocupação, com 3,4% no último trimestre de 2025. Contudo, o suporte ao trabalho presencial não vem só do lado de fora.

A Deskbee registrou, entre o primeiro e segundo semestre do ano passado, um aumento de 18,6% nos chamados administrativos e 13,4% nos chamados operacionais. Na prática, o sistema foi mais utilizado para auxiliar com processos internos, muitas vezes necessitando de suporte in loco.

“A presença física requer estrutura. Já estamos vendo cada vez mais pessoas ocupando os escritórios, frequentemente em locais com muitas opções de acesso, serviços, alimentação e mais. Ainda assim, as empresas precisam estar preparadas para as intercorrências do presencial e do híbrido, especialmente depois de um longo período atuando remotamente. Caso contrário, falhas de gestão dos espaços podem causar perda de engajamento e produtividade na equipe toda”, conclui Verdi.

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