Redução de deslocamentos técnicos em operações distribuídas explica queda nas emissões
Empresas com operações técnicas distribuídas pelo Brasil vêm reduzindo significativamente as emissões associadas a deslocamentos operacionais ao adotar modelos de atendimento técnico remoto com assistência visual em tempo real. Segundo levantamento da Octágora, esse modelo já possibilitou evitar a emissão de até 1,2 milhão de kg de CO₂, com a redução de deslocamentos desnecessários de especialistas em campo.
O estudo aponta que, antes da adoção do modelo remoto, parte das visitas técnicas ocorria por falta de visibilidade no diagnóstico inicial. Sem acesso direto à situação, empresas acionavam deslocamentos de forma preventiva, inclusive em casos que poderiam ser resolvidos localmente. Com o uso de vídeo em tempo real, as decisões passam a se basear em evidências visuais, reduzindo visitas evitáveis e a pressão logística das operações.
“O principal desafio, muitas vezes, não está na execução do reparo, mas na identificação da necessidade de deslocamento. Quando o especialista consegue visualizar o problema em tempo real, a decisão deixa de ser preventiva e passa a ser técnica, reduzindo acionamentos desnecessários”, afirma Marcelo Izumi, diretor de negócios da Octágora.
Suporte remoto muda a lógica da operação em campo
A assistência visual remota com recursos de realidade aumentada conecta equipes de campo a especialistas em tempo real, permitindo não apenas visualizar o problema à distância, mas também orientar a operação com marcações e instruções diretamente na imagem. Na prática, isso torna o diagnóstico e o suporte técnico mais precisos, especialmente em operações de pós-venda, atendimento ao cliente, instalações e suporte especializado.
Levantamentos em operações com alto volume de chamados indicam que até 35% dos atendimentos passaram a ser resolvidos remotamente ou triados com precisão suficiente para evitar deslocamentos de especialistas.
“Quando a assistência remota passa a fazer parte da operação, ela deixa de ser apenas suporte e começa a orientar decisões. Com os recursos visuais, o especialista acompanha e direciona a execução em campo, o que melhora o diagnóstico e reduz deslocamentos desnecessários”, afirma o executivo.
Além da redução de custos logísticos, o modelo também amplia a capacidade das empresas de estruturar dados sobre falhas, recorrências e padrões de atendimento. Com isso, áreas de customer service, serviços técnicos e pós-venda passam a operar com mais previsibilidade, reduzindo retrabalho e direcionando equipes presenciais para situações em que a intervenção física é necessária.
Com metas ESG mais ligadas à operação, a redução de deslocamentos técnicos passa a ser tratada como um indicador mensurável de sustentabilidade e eficiência. “A sustentabilidade começa a ser acompanhada a partir da própria operação. Quando a empresa reduz deslocamentos de forma estruturada, ela consegue medir o impacto disso em custos, produtividade e emissões”, conclui Izumi.








