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Performa_IT analisa impactos da reforma tributária e destaca papel estratégico da tecnologia na adaptação das empresas

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Especialista José Homero Adabo detalha desafios operacionais, mudanças estruturais e oportunidades geradas pelo novo modelo fiscal brasileiro

Considerada uma das mudanças mais relevantes do sistema tributário nacional desde 1967, a Reforma Tributária brasileira entrou em fase de transição em janeiro de 2026 e deve impactar empresas, contadores e consumidores ao longo dos próximos anos. O novo modelo prevê a substituição de tributos como ICMS, ISS, PIS e COFINS pelos novos IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), baseados no conceito de Imposto sobre Valor Adicionado (IVA). Neste cenário, a Performa_IT, empresa de tecnologia com atuação em transformação digital, desenvolvimento de soluções, inteligência artificial, dados e produto, amplia o debate sobre os impactos da reforma tributária brasileira e o papel central da tecnologia diante das novas exigências fiscais.

O alcance da reforma é amplo e deve transformar a rotina fiscal de empresas de todos os portes no país. O Brasil possui atualmente mais de 24 milhões de empresas ativas, segundo dados do Governo Federal, todas potencialmente impactadas pela nova estrutura tributária. O sistema tributário brasileiro também figura entre os mais complexos do mundo. Um levantamento do Banco Mundial e da PwC aponta que as empresas brasileiras gastam entre 1.483 e 1.501 horas por ano para preparar, declarar e pagar impostos, maior tempo entre os países analisados.

De acordo com o contador e economista José Homero Adabo, especialista com mais de 50 anos de atuação na área tributária, a proposta busca simplificar a apuração de tributos, aumentar a eficiência econômica e reduzir distorções históricas. Segundo o especialista, estudos indicam que a reforma pode gerar impacto positivo de cerca de 20% no PIB brasileiro ao longo de 15 a 20 anos, impulsionado por ganhos de produtividade, eficiência econômica e melhor alocação de recursos.

“É uma reforma que exige adaptação de todos, empresários, consumidores e contadores, principalmente pela convivência entre impostos antigos e novos durante os próximos anos”, afirma Adabo.

Apesar dos benefícios estruturais, o período de transição será de alta complexidade operacional. As empresas já precisam se adequar a novas exigências fiscais, como mudanças nas notas fiscais, inclusão de códigos de IBS e CBS e ampliação da base tributária, que passa a incluir operações como aluguel, serviços digitais e streaming.

A partir de 2026, empresas passam a emitir documentos fiscais eletrônicos com destaque obrigatório de CBS e IBS, marcando o início operacional da transição para o novo modelo tributário.

Nesse contexto, a tecnologia ganha protagonismo na adaptação das empresas. “A tecnologia tende a ser uma aliada nesse processo, mas o grande desafio é lidar com a complexidade que a Reforma Tributária traz para as empresas”, afirma Samir Karam, sócio-fundador da Performa_IT.

O avanço do modelo digital da reforma, com alto volume de dados e necessidade crescente de integração com órgãos públicos, exige das empresas sistemas mais estruturados e capazes, além de maior organização das informações fiscais. “Hoje existe um volume gigantesco de dados e as empresas precisam de tecnologia para conseguir operar e se integrar com os sistemas do governo”, complementa Samir.

Na prática, esse cenário já movimenta o mercado de tecnologia e deve se intensificar ao longo dos próximos anos. “Os sistemas das empresas precisam evoluir rapidamente para acompanhar as mudanças regulatórias, seja em soluções próprias ou plataformas contratadas”, destaca Léo Pinheiro, head de inovação da Performa_IT.

Outro avanço relevante é a chamada apuração assistida, em que a própria Receita Federal passa a pré-calcular os tributos com base nas informações enviadas pelas empresas. Nesse modelo, o contribuinte assume um papel mais estratégico, validando dados e ajustando inconsistências, o que aumenta a dependência de sistemas confiáveis e bem estruturados.

Além disso, o novo modelo amplia a importância da gestão de dados internos. Como praticamente todos os custos e despesas passam a gerar créditos tributários, desde que devidamente documentados, cresce a necessidade de um controle rigoroso e organização das informações fiscais. “Com o novo sistema, tudo precisa estar documentado. Se não houver nota fiscal, não há crédito”, afirma o especialista contábil Adabo.

Os impactos também variam entre os setores. Empresas de serviços tendem a ser mais pressionadas, devido ao maior valor agregado e menor volume de créditos, o que pode elevar a carga tributária efetiva.

Com período de transição previsto até 2033, quando o novo sistema tributário passa a valer integralmente, a reforma exigirá planejamento, revisão de processos e investimentos contínuos em tecnologia. Para a Performa_IT, o momento reforça a transformação digital como elemento essencial para que empresas não apenas se adequem às novas regras, mas ganhem eficiência e competitividade no novo ambiente fiscal.

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