Diante do cenário de vulnerabilidade financeira, CEBRAC oferece curso gratuito de educação financeira para ajudar brasileiros a planejar gastos, evitar dívidas e criar reservas
Dados da 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro de 2026, realizado pela ANBIMA em parceria com o Datafolha, mostra que 31% da população não possui nenhuma reserva financeira para lidar com situações inesperadas. Entre os que afirmam ter algum dinheiro guardado, 43% consumiram toda a reserva em até seis meses, ou seja, grande parte dos brasileiros ainda não possui proteção suficiente para enfrentar períodos de instabilidade.
Empresas também estão no mesmo rumo que muitos brasileiros individuais. O Serasa Experian soltou, na primeira semana de junho, que o Brasil atingiu, em 2026, o recorde histórico de 9 milhões de empresas inadimplentes, que acumulam mais de R$220 bilhões em dívidas.
Para a superintendente do CEBRAC, Jéssica Giustino, os dois estudos revelam uma mesma realidade: a dificuldade de planejar o futuro financeiro e criar mecanismos de proteção contra imprevistos. A chamada “reserva de emergência” é um valor destinado exclusivamente para situações não planejadas, como desemprego, problemas de saúde, manutenção da casa ou despesas urgentes.
“A reserva de emergência funciona como um “colchão” de segurança financeira. Quando ela não existe, qualquer problema inesperado pode gerar dívidas, comprometer o orçamento e afetar toda a estabilidade financeira da família”, afirma Giustino.
Mas, construir esse patrimônio ainda é um desafio para boa parte da população. A própria pesquisa da ANBIMA mostra que apenas 21% dos brasileiros já participaram de algum curso, palestra ou treinamento sobre educação financeira, demonstrando que o acesso ao conhecimento continua sendo uma barreira importante para o desenvolvimento de hábitos financeiros mais saudáveis.
“Muitas pessoas acreditam que só é possível guardar dinheiro quando sobra renda no fim do mês. Na prática, a construção de uma reserva financeira depende principalmente de planejamento, organização e mudança de comportamento. Quanto antes esse aprendizado acontece, maiores são as chances de alcançar a tão sonhada estabilidade financeira”, explica.
Segurança, autonomia e capacidade de enfrentar imprevistos sem comprometer o futuro não são tarefas para se fazer sozinho. É necessário buscar algum tipo de ajuda, com cursos profissionalizantes. O CEBRAC, por exemplo, oferece o curso de Educação Financeira, que aborda temas como planejamento financeiro, controle de gastos, organização do orçamento, criação de reserva de emergência, investimentos e tomada de decisões conscientes sobre dinheiro.
“A educação financeira não muda apenas a relação das pessoas com o dinheiro. Ela oferece ferramentas para que cada indivíduo tenha mais tranquilidade, faça escolhas melhores e esteja preparado para os desafios que podem surgir ao longo da vida”, conclui Giustino.








