Dados do Itaú Unibanco mostram alta no consumo durante o primeiro jogo da Seleção Brasileira; especialistas apontam caminhos para transformar o aumento do fluxo em resultados sustentáveis
Mundial de Seleções já começa a impactar o consumo em diferentes setores da economia brasileira. Dados do Itaú Unibanco mostram que o primeiro jogo da Seleção Brasileira no torneio, realizado no último sábado (13), impulsionou as vendas em segmentos tradicionalmente associados à reunião de amigos e familiares para acompanhar as partidas. Na comparação com o mesmo sábado do ano anterior, as vendas em bares cresceram 15,3%, enquanto o consumo de carnes e bebidas avançou 27,2% e 17,8%, respectivamente.
O comportamento observado reforça o potencial do torneio para movimentar pequenos e médios negócios em todo o país. Neste ano, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta uma injeção de R$ 4,32 bilhões no varejo brasileiro, volume 6,5% superior ao registrado durante a edição de 2022. Além disso, a edição de 2026 é a maior da história da competição: são 48 seleções e 104 jogos distribuídos ao longo de 39 dias, ampliando o período de oportunidades para os empreendedores, e também a necessidade de manter a operação preparada ao longo de todo o torneio.
Para as pequenas e médias empresas, o aumento do fluxo de consumidores representa uma oportunidade relevante de ampliar receitas e conquistar novos clientes. Mas transformar esse movimento em resultado efetivo exige planejamento contínuo. Desafios como reposição de estoque, equipes sobrecarregadas, filas no atendimento e dificuldades nos meios de pagamento podem comprometer a experiência dos consumidores e gerar perda de vendas justamente nos momentos de maior demanda. “O evento já mostra sua capacidade de movimentar diferentes setores da economia e gerar oportunidades para milhares de empreendedores, mas vender mais depende de planejamento. O empresário precisa olhar para caixa, estoques, operação e experiência do cliente para garantir que o aumento do fluxo se transforme em resultado efetivo para o negócio”, afirma Angelo Russomanno, diretor de Meios de Pagamentos no Itaú Unibanco.
O torneio não mobiliza apenas quem acompanha as partidas: ele cria um ecossistema cultural próprio, com rituais coletivos, encontros sociais e uma disposição aumentada para o consumo. Para ajudar os empreendedores a se prepararem para o período, especialistas do Itaú Empresas destacam cinco medidas que podem contribuir para uma operação mais eficiente antes, durante e depois dos jogos.
Planeje o caixa antes do aumento da demanda – Embora o planejamento ideal comece antes do primeiro apito, ainda há tempo para ajustar a operação e capturar oportunidades ao longo do torneio. Em muitos casos, a expectativa de crescimento das vendas exige compras antecipadas de mercadorias, reforço de estoques, contratação temporária de equipes e investimentos pontuais na estrutura do negócio. E isso pode e deve ser calibrado durante o evento, conforme o avanço da Seleção Brasileira.
Por isso, mapear necessidades financeiras e organizar o fluxo de caixa com antecedência ajuda o empresário a tomar decisões mais assertivas e reduzir riscos ao longo do torneio. “Quem se antecipa consegue negociar melhor com fornecedores, organizar compras e preparar a operação com mais tranquilidade. Quando necessário, também ganha mais tempo para avaliar alternativas de capital e financiamento. A gestão financeira é um dos pilares para aproveitar o potencial de vendas do período sem comprometer a saúde do negócio”, ressalta Russomanno.
Prepare a operação para os horários de pico – Dias de jogo costumam concentrar grande volume de consumidores em períodos curtos, especialmente antes das partidas, durante os intervalos e após o encerramento dos jogos. Revisar escalas de pessoal, reforçar equipes, organizar processos internos e alinhar fornecedores são medidas que ajudam a reduzir gargalos operacionais e melhorar a experiência dos clientes.
Uma estrutura preparada também permite maior agilidade na reposição de produtos e no atendimento, reduzindo o risco de perda de vendas. Em segmentos como alimentação e varejo, minutos de espera podem representar desistência da compra ou redução do consumo.
Nesse sentido, a nova Laranjinha+ foi desenvolvida para ir além dos pagamentos: com soluções de gestão homologadas pelo Itaú e integradas diretamente à Laranjinha+, desenvolvidas para as particularidades de cada ramo e região, o empreendedor centraliza na própria maquininha o acompanhamento de fluxo de caixaembarcadas via Conexão Itaú, o empreendedor centraliza na própria maquininha o acompanhamento de fluxo de caixa, conciliação de recebimentos e agenda financeira – sem precisar de sistemas separados. Para restaurantes e negócios de alto giro, onde cada minuto de atendimento conta, o impacto é especialmente relevante: levantamento da Rede aponta ganhos de até 70% em agilidade operacional e aumento médio de 15% no lucro líquido entre clientes que utilizam a Laranjinha+ com as soluções integradas de gestão. Com a inteligência artificial embarcada, é possível ainda iniciar cobranças por comando de voz, reduzindo etapas e liberando o lojista para focar no atendimento – especialmente útil nos picos de demanda dos dias de jogo.
Facilite os pagamentos e reduza filas – Em momentos de alta movimentação, a experiência de pagamento pode ser decisiva para o sucesso da operação. Em muitos casos, a velocidade e a conveniência no checkout influenciam a decisão de compra e até mesmo a preferência do consumidor por determinado estabelecimento.
Por isso, disponibilizar diferentes formas de recebimento, como Pix, cartões e pagamentos por aproximação, ajuda a reduzir filas e tornar o processo mais rápido e conveniente para os clientes. “Em períodos de pico, cada minuto conta. Quando o processo de pagamento é simples e eficiente, a empresa consegue atender mais pessoas, reduzir atritos e transformar o aumento da demanda em vendas efetivas”, destaca o executivo do Itaú Unibanco.
Use os dados do negócio a seu favor – O período do Mundial também representa uma oportunidade para que empreendedores entendam melhor o comportamento de seus consumidores. Informações sobre horários de maior movimento, produtos mais vendidos, tíquete médio e formas de pagamento preferidas ajudam a identificar padrões de consumo e ajustar rapidamente a operação.
Além de apoiar decisões durante o torneio, esses aprendizados podem gerar ganhos de eficiência para a empresa ao longo do ano. “Momentos de alta demanda reforçam a importância dos dados para a gestão do negócio. Entender quais são os horários de maior movimento, os produtos mais vendidos e as formas de pagamento preferidas dos clientes ajuda o empreendedor a ajustar rapidamente a operação e aproveitar melhor as oportunidades de venda. Os dados deixam de ser apenas um registro das operações realizadas e passam a atuar como uma ferramenta estratégica para a tomada de decisão”, afirma Russomanno. Com as soluções embarcadas e integradas à Laranjinha+ , adaptadas às particularidades do negócio e integradas ao banking e à adquirência, o empreendedor encontra recursos como DRE simplificado, conciliação de recebimentos e agenda financeira integrada: ferramentas que transformam os dados do período em insumos concretos de gestão.
Pense além dos dias de jogo – Embora o pico de consumo esteja concentrado durante o torneio, os efeitos positivos podem se estender muito além dele – e empresas que oferecem boa experiência têm mais chances de transformar consumidores ocasionais em clientes recorrentes.
“O Mundial pode ser uma porta de entrada para novos clientes, mas o verdadeiro ganho acontece quando esse relacionamento continua depois do torneio. Mais do que uma oportunidade de venda imediata, esse é um momento para fortalecer a experiência do consumidor, gerar recorrência e construir uma base mais sólida para o crescimento do negócio”, conclui o diretor do Itaú Unibanco.








