Tecnologia

Alta performance, tecnologia e liderança: o perfil estratégico que o mercado procura

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Fórum Econômico Mundial aponta pensamento analítico, resiliência, liderança e influência social entre as competências mais valorizadas pelas empresas. A trajetória da carioca Ana Lanuci Chaves combina esses atributos em negócios digitais, operações complexas e articulação de equipes

O profissional mais disputado pelo mercado de trabalho nos próximos anos não será apenas o mais técnico. Também não será apenas o mais familiarizado com inteligência artificial, metodologias ágeis ou ferramentas digitais. O perfil que começa a ganhar valor estratégico nas empresas combina competências que, durante muito tempo, foram tratadas como áreas separadas: capacidade analítica, domínio tecnológico, visão de negócios, liderança, resiliência e habilidade de conectar pessoas.

É nesse ponto de encontro que se encaixa a trajetória da carioca Ana Lanuci Chaves. Com mais de 17 anos de experiência em desenvolvimento de negócios, tecnologia, marketing, operações digitais, produtos, contratos e liderança de equipes multifuncionais, Ana representa um tipo de profissional cada vez mais necessário: aquele capaz de traduzir estratégia em execução, alinhar áreas diferentes e transformar objetivos de negócio em resultados concretos.

O Fórum Econômico Mundial, no relatório Future of Jobs 2025, colocou essa combinação no centro do debate global sobre o futuro do trabalho. O estudo aponta que o pensamento analítico permanece como a competência mais procurada pelos empregadores, considerada essencial por sete em cada dez empresas. Logo em seguida aparecem resiliência, flexibilidade, agilidade, liderança e influência social. O mesmo relatório também destaca o avanço das habilidades ligadas à inteligência artificial, big data e alfabetização tecnológica.

A leitura é clara: a transformação digital não elimina a importância das competências humanas. Ao contrário, torna essas competências ainda mais relevantes. À medida que a tecnologia automatiza tarefas, acelera processos e amplia a capacidade de análise, cresce a demanda por profissionais capazes de interpretar cenários, negociar prioridades, conduzir equipes, reduzir ruídos e manter pessoas alinhadas em torno de objetivos comuns.

A carreira de Ana ajuda a explicar, na prática, o que esse novo perfil significa. Antes de se tornar uma profissional reconhecida por conduzir projetos complexos e aproximar áreas diferentes, Ana aprendeu a observar, ouvir e organizar informação. Sua formação original em jornalismo desenvolveu competências que, mais tarde, se tornariam decisivas no mundo corporativo: escuta, apuração, comunicação objetiva e capacidade de transformar ruído em narrativa compreensível.

Controle de processos e leitura correta dos movimentos de mercado

Esse repertório acabou migrando para ambientes onde a clareza é uma das moedas mais valiosas. Em empresas complexas, os problemas raramente nascem apenas da falta de tecnologia. Muitas vezes, surgem da falta de alinhamento entre quem decide, quem executa, quem vende, quem compra, quem contrata e quem entrega. Ana construiu sua carreira exatamente nesse espaço: o intervalo entre a estratégia e a execução.

Sua trajetória começou a ganhar densidade em operações comerciais e financeiras. Na American Express, ela coordenou atividades de compras, vendas, importação e exportação em seis lojas. Ali, aprendeu que resultado corporativo depende de precisão operacional, controle de processos e leitura correta dos movimentos de mercado. O trabalho contribuiu para aumento de 25% no lucro corporativo anual, a partir do alinhamento estratégico das operações de câmbio.

Mais do que um número isolado, esse resultado revela uma marca que acompanharia Ana nos anos seguintes: a capacidade de enxergar conexões entre áreas aparentemente separadas. Câmbio, vendas, compras, margem, fluxo operacional e decisão executiva não funcionam como partes soltas. Precisam conversar. E Ana passou a se especializar justamente em fazer essas partes conversarem.

Essa habilidade se ampliou no Kumon Brasil, onde o desafio deixou de ser apenas operacional e passou a envolver expansão, relacionamento e gestão de rede. Como gerente regional de desenvolvimento de negócios, Ana acompanhou mais de 90 unidades franqueadas no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, lidando com perfis diferentes de empreendedores, realidades locais distintas e metas de crescimento. Também liderou a implantação do departamento de Língua Inglesa em uma das maiores unidades da rede no país e alcançou crescimento médio de 12% nas matrículas regionais por campanha.

Foi nesse ambiente que a articulação de pessoas se tornou ainda mais central. Gerenciar uma rede de franquias não é apenas acompanhar indicadores. É entender a realidade de cada unidade, traduzir diretrizes corporativas, manter padrão de operação, apoiar decisões comerciais e conduzir mudanças sem perder o engajamento da ponta. Ana aprendeu a equilibrar método e relacionamento, cobrança e escuta, meta e contexto.

Esse equilíbrio se tornaria decisivo na etapa seguinte de sua carreira, quando passou a atuar em projetos de tecnologia e gestão de contratos na Sistematech Informática. Ali, a complexidade ganhou outra escala. Durante dez anos, Ana atuou como gerente de projetos e contratos, liderando a implantação de soluções de TI para dez grandes contas corporativas e gerenciando portfólio institucional voltado a órgãos governamentais. Em uma das entregas mais relevantes, coordenou um projeto de digitalização em larga escala com mais de 4 milhões de documentos, reduzindo custos de armazenamento em 80% e o tempo de recuperação de informações de uma semana para dez minutos.

A dimensão desse resultado ajuda a entender o tipo de profissional que o mercado passou a demandar. Digitalizar milhões de documentos não é apenas trocar papel por arquivo. É redesenhar fluxo, organizar base de dados, rever processos, treinar equipes, estabelecer critérios, controlar riscos, lidar com fornecedores, atender expectativas de clientes e garantir que a operação continue funcionando durante a transformação. Em outras palavras: é organizar a complexidade.

Projetos dessa natureza exigem domínio técnico, disciplina de execução, controle de escopo, gestão de riscos e coordenação de equipes. Mas exigem também algo menos visível nos relatórios: comunicação clara entre áreas que nem sempre falam a mesma língua. Ana construiu sua atuação nessa intersecção, traduzindo necessidades de negócio para times técnicos e convertendo limitações técnicas em decisões compreensíveis para clientes, parceiros e gestores.

Visão de negócios transforma solucionadores táticos em criadores estratégicos

É por isso que sua experiência não se resume à gestão de cronogramas. O papel que ela passou a ocupar dentro das organizações foi o de tradutora organizacional: alguém capaz de compreender o objetivo do negócio, ouvir os envolvidos, antecipar gargalos e transformar decisões em entregas mensuráveis.

Essa mudança acompanha uma transformação mais ampla do mercado. Durante muito tempo, funções ligadas à condução de projetos foram associadas principalmente ao controle de prazos, escopo, orçamento e entregas. Esse papel continua essencial, mas deixou de ser suficiente. Hoje, empresas precisam de lideranças capazes de conectar a visão do negócio à execução prática, organizar prioridades, antecipar riscos e garantir que áreas diferentes avancem na mesma direção.

O próprio Project Management Institute, no relatório Pulse of the Profession 2025, afirma que a visão de negócios transforma profissionais de projetos de solucionadores táticos em criadores estratégicos de valor, elevando as entregas para além do escopo, do orçamento e do cronograma. O PMI também estima que o mundo poderá precisar de até 30 milhões de novos profissionais de projetos até 2035, especialmente em setores pressionados por transformação digital, infraestrutura, serviços de tecnologia, saúde e indústria.

Na prática, isso significa que o mercado busca profissionais capazes de reduzir desperdícios, evitar retrabalho, aumentar produtividade, melhorar a comunicação entre áreas e transformar iniciativas complexas em resultado corporativo. Quanto maior a pressão por inovação, mais importante se torna a presença de pessoas capazes de organizar a complexidade. É nesse contexto que a trajetória de Ana Lanuci Chaves ganha relevância.

Sua atuação combina visão de negócios, domínio de processos digitais, capacidade de articulação com stakeholders, liderança de equipes multifuncionais e experiência em ambientes de alta pressão. Certificada PMP pelo Project Management Institute e DPO pela EXIN, ela reúne experiência em gestão de backlog, relacionamento com stakeholders, coordenação de times multifuncionais, onboarding de fornecedores, execução de go-to-market, controle de riscos, gestão de contratos, compliance operacional e melhoria contínua. Atualmente, cursa pós-graduação em Automação de Processos com IA, com foco em Python, LangChain, OpenAI, Pinecone e desenvolvimento de soluções baseadas em inteligência artificial.

A fase mais recente de sua carreira reforça esse perfil híbrido. Na Octa Labs, Ana passou a atuar como gerente sênior de desenvolvimento de negócios e Product Owner, em uma posição que exige trânsito entre stakeholders de negócio, parceiros tecnológicos e times operacionais. Nesse papel, define prioridades, coordena fornecedores, acompanha indicadores, conduz onboarding de produtos, participa de estratégias de go-to-market e transforma objetivos comerciais em entregas executáveis para equipes multifuncionais.

A função sintetiza um dos perfis profissionais mais valorizados na economia digital. O Product Owner moderno não é apenas alguém que organiza demandas. É quem escuta áreas diferentes, interpreta prioridades concorrentes, protege o foco do produto, negocia prazos, traduz linguagem técnica para linguagem executiva e mantém o time conectado ao valor da entrega. Ana não apenas acompanha a mudança do mercado, ela antecipa essa mudança em sua própria trajetória.

Inteligência artificial amplia produtividade, mas não substitui julgamento

A combinação entre jornalismo, negócios, tecnologia, produtos digitais e inteligência artificial cria uma profissional híbrida. E o mercado global caminha justamente nessa direção: profissionais capazes de circular entre disciplinas, conectar saberes e transformar conhecimento técnico em valor prático.

Na era da IA, esse ponto se torna ainda mais importante. A tecnologia pode automatizar tarefas, sugerir análises, gerar relatórios e acelerar fluxos. Mas ainda depende de profissionais capazes de decidir o que importa, interpretar contexto, conduzir pessoas e assumir responsabilidade pelas escolhas. A inteligência artificial amplia produtividade, mas não substitui julgamento, comunicação, liderança e capacidade de articulação.

Ana Lanuci Chaves carrega no próprio nome uma referência à força e à liderança. Segundo sua história familiar, Lanuci foi uma adaptação brasileira inspirada em Alejandro Agustín Lanusse, general argentino que ocupou a presidência de facto da Argentina entre 1971 e 1973. A escolha do nome, feita pela mãe, traduzia o desejo de que a filha carregasse uma marca de presença, firmeza e capacidade de construir uma trajetória própria.

A trajetória da carioca foi construída, sobretudo, pela combinação entre preparo técnico, visão de negócios, liderança e habilidade de articulação em ambientes corporativos complexos. Parte dessa forma de liderar vem da base familiar. Ana cresceu em um ambiente em que estudo, responsabilidade e relacionamento eram valores importantes. A influência da mãe foi decisiva para que aprendesse inglês, competência que ampliou suas oportunidades profissionais.

Essa base aparece em sua forma de conduzir equipes. Para Ana, alta performance depende de método, mas também de um ambiente em que as pessoas compreendam seus papéis, colaborem e estejam alinhadas com o objetivo comum. Em setores marcados por pressão, metas, tecnologia e forte presença masculina, ela construiu relações de confiança suficientes para antecipar riscos, mediar conflitos e melhorar a execução das entregas.

Não se trata de substituir gestão por afeto. Trata-se de compreender que operações complexas dependem de confiança operacional. Ana reúne os atributos que o novo mercado passou a valorizar. Tem pensamento analítico para organizar desafios complexos. Tem visão de negócios para entender impacto, receita, eficiência e crescimento. Tem repertório tecnológico para atuar em produtos digitais e automação com IA. Tem resiliência para lidar com pressão. E tem influência social para aproximar pessoas, reduzir conflitos e criar ambientes mais produtivos.

Seu valor está justamente nessa síntese. Ana não é apenas uma gestora de projetos. É uma profissional de negócios e tecnologia com capacidade comprovada de liderar entregas complexas, estruturar operações, coordenar stakeholders e transformar objetivos estratégicos em resultados mensuráveis. Em um mundo corporativo cada vez mais pressionado por transformação digital, escassez de talentos e mudanças aceleradas, profissionais como Ana se tornam estratégicos porque ocupam o espaço entre tecnologia, negócios e pessoas.

O Fórum Econômico Mundial descreve esse profissional em seus relatórios. O PMI mostra que a demanda por profissionais capazes de conduzir iniciativas complexas tende a crescer. A trajetória de Ana Lanuci Chaves mostra que esse perfil já existe na prática. Grandes entregas precisam de método, tecnologia e indicadores. Mas só avançam com consistência quando há liderança capaz de alinhar pessoas, organizar prioridades e transformar execução em resultado.

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