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Em ano eleitoral, Chainless aposta em “soberania patrimonial” para investidores que buscam mais controle sobre os ativos

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Segurança já é a segunda principal razão para investir no país; confiança nos bancos é de 50 pontos entre brasileiros de 45 a 59 anos, o menor resultado entre as faixas etárias pesquisadas

Segurança já é a segunda principal razão para investir no Brasil, citada por 26% dos investidores, atrás apenas da busca por retorno, com 37%. Em um ambiente no qual a incerteza econômica pode voltar a subir com a aproximação das eleições presidenciais, a Chainless, plataforma brasileira de patrimônio com autocustódia da Notus Labs, aposta em um conceito que pretende consolidar no mercado: soberania patrimonial.

O Indicador de Incerteza da Economia da FGV IBRE recuou para 109,4 pontos em julho, mas a instituição aponta risco de nova alta à medida que se aproximam as eleições. Para a Chainless, soberania patrimonial significa construir e diversificar patrimônio mantendo o controle sobre os próprios ativos. Blockchain e autocustódia são os meios técnicos utilizados para viabilizar esse modelo, e não o benefício final. A empresa afirma não custodiar ativos virtuais nem possuir acesso às chaves privadas dos usuários.

“Durante décadas, o acesso a diferentes classes de ativos foi construído sobre estruturas separadas e diferentes intermediários. O que buscamos é permitir que o investidor acesse essas oportunidades sem abrir mão do controle sobre o próprio patrimônio. Blockchain e autocustódia são meios para entregar essa experiência, não atributos técnicos que o cliente deveria precisar dominar. No fim, o que importa é ampliar as possibilidades de investimento preservando ao investidor o controle sobre seus próprios ativos”, afirma Kevin Voigt, cofundador e CEO da Chainless.

Confiança nos bancos varia entre as gerações

O Índice de Confiança Social 2025, produzido pela Ipsos-Ipec, atribui aos bancos 56 pontos de confiança em uma escala de zero a 100. Entre brasileiros de 45 a 59 anos, o índice é de 50 pontos, o menor resultado entre as faixas etárias pesquisadas. O indicador é de 62 pontos entre 16 e 24 anos, 59 entre 25 e 34, 53 entre 35 e 44 e 57 entre pessoas com 60 anos ou mais.

O levantamento mede confiança nas instituições e não estabelece relação direta entre idade, comportamento de investimento e adoção de alternativas onchain. O dado mostra, porém, que a confiança nos bancos não é uniforme entre as gerações e oferece contexto para a discussão sobre segurança, autonomia e controle patrimonial.

A ANBIMA também mostra taxas de investimento relativamente equilibradas entre as gerações. A idade média do investidor brasileiro é de 43 anos, e a proporção de pessoas que investem é de 36% na geração Z, 38% entre millennials, 35% na geração X e 33% entre boomers+.

Uma memória econômica brasileira

Em março de 1990, o Plano Collor limitou os saques em contas correntes e cadernetas de poupança e bloqueou parte dos recursos depositados. O Banco Central descreve a medida como um confisco que provocou grande comoção nacional. A inflação chegou a 1.621% naquele ano.

O episódio ocorreu em um contexto econômico, regulatório e institucional muito diferente do atual e não indica que medida semelhante esteja no horizonte. Sua relevância é histórica: o bloqueio tornou a disponibilidade e o controle sobre o patrimônio uma questão concreta para uma geração de brasileiros.

O contexto econômico de 2026 é distinto, mas permanece marcado por incerteza. Em agosto, o Copom afirmou que a inflação cheia havia desacelerado, mas continuava acima do limite superior da meta. As expectativas apuradas pela pesquisa Focus estavam em 5,0% para 2026 e 4,2% para 2027, ambas acima da meta.

Para a Chainless, soberania patrimonial não pressupõe uma escolha entre o mercado financeiro tradicional e a infraestrutura onchain. A proposta é ampliar as possibilidades de investimento preservando ao investidor o controle sobre os próprios ativos.

Como a soberania patrimonial funciona na prática

Na Chainless, os ativos permanecem na blockchain, sob a chave do próprio usuário. A empresa afirma não custodiar ativos virtuais nem possuir acesso às chaves privadas dos usuários. Sua arquitetura de segurança inclui biometria obrigatória, isolamento no hardware, fragmentação criptográfica e recuperação integrada de acesso.

Sobre essa arquitetura, a plataforma reúne ativos digitais, stablecoins, produtos tokenizados e acesso a diferentes mercados. A lógica é permitir que o investidor amplie suas possibilidades de investimento sem abrir mão do controle sobre os ativos mantidos em sua carteira.

Para Hamilton Haskel, cofundador e CMO da Chainless, a consolidação desse modelo depende justamente de a tecnologia deixar de ser o centro da experiência.

“Durante muitos anos, blockchain foi apresentada como uma nova categoria de investimento. Nós acreditamos que ela tende a se tornar algo diferente: uma camada tecnológica do sistema financeiro, assim como a internet se tornou a infraestrutura da economia digital. O investidor não deveria precisar escolher entre TradFi e DeFi, nem entender como uma operação é liquidada para acessar uma oportunidade de investimento. Se a tecnologia cumprir o seu papel, ela desaparece da experiência. O que permanece é uma forma mais simples de acessar ativos globais, manter o controle sobre o próprio patrimônio e utilizar diferentes serviços financeiros sem precisar se preocupar com a tecnologia que torna essa experiência possível”, afirma Hamilton Haskel, cofundador e CMO da Chainless.

A visão acompanha a evolução da própria Chainless. Criada para simplificar o acesso a ativos digitais, a plataforma ampliou sua proposta para permitir que investidores acessem diferentes mercados e construam patrimônio mantendo o controle sobre seus próprios ativos. Nesse modelo, blockchain passa a funcionar como infraestrutura da experiência, e não como o produto em si.

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