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ISMA moderniza fábrica de Mogi Mirim para dobrar capacidade produtiva em meio a boom de projetos de alta densidade

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  • Empresa amplia em R$ 5 milhões, somente neste ano, um ciclo de modernização industrial iniciado em 2022 e que ultrapassa R$ 50 milhões.
  • Novo aporte inclui nova linha automática de pintura, perfiladeiras e robôs de solda, acompanhando a demanda por estruturas mais altas, projetos de alta densidade e diferentes níveis de automação.
  • ISMA completa 56 anos em 2026.

A  ISMA,  especialista em sistemas de armazenagem intralogística, está completando 56 anos em 2026 sustentando um dos ciclos de investimento mais expressivos de sua história, iniciado em 2022: a companhia já aplicou mais de R$ 50 milhões na modernização de sua unidade industrial em Mogi Mirim (SP). Somente em 2026, a ISMA está somando mais R$ 5 milhões na fábrica, para promover a melhoria na infraestrutura de movimentação interna, à implantação de uma nova linha de pintura e à incorporação de novos robôs de solda.

Os novos equipamentos incluem uma linha automática de pintura capaz de processar estruturas de até 14 metros, uma linha adicional dedicada à produção de peças de geometrias diversas, perfiladeiras para a fabricação de colunas e longarinas, robôs de solda e a modernização da linha de manufatura de porta-paletes e ações de retrofit na própria planta. A companhia trabalha, ainda, no desenvolvimento de novos produtos, que devem demandar investimentos adicionais nos próximos anos.

Os investimentos, que abrem um novo ciclo industrial, ocorrem em um momento de aumento da complexidade dos projetos de armazenagem no país, com empresas buscando maior verticalização, alta densidade, retrofit, melhor aproveitamento dos espaços e estruturas preparadas para integração com diferentes níveis de automação.

Atualmente, a fábrica possui capacidade produtiva de aproximadamente 2,5 mil toneladas por mês. Os novos investimentos estão sendo direcionados à estabilização dos processos e ao ganho de eficiência operacional, e permitirão ampliar a produção por meio da expansão dos turnos de trabalho, com potencial para dobrar a capacidade atualmente instalada.

Para Flávio Piccinin, diretor executivo da ISMA, o movimento não deve ser entendido apenas como um projeto de expansão de volume.

“Não estamos investindo simplesmente para produzir mais toneladas. Os projetos mudaram. As estruturas estão mais altas, os armazéns mais densos e a automação exige outro nível de precisão. O investimento na fábrica precisa acompanhar essa mudança, porque aquilo que era aceitável em uma operação convencional pode deixar de ser quando equipamentos automatizados passam a trabalhar sobre essa estrutura”, destaca o executivo.

A modernização incorpora processos destinados a aumentar produtividade, repetibilidade e precisão dimensional. Esses requisitos ganham relevância principalmente em estruturas de maior altura e em projetos integrados a equipamentos de movimentação e automação, nos quais montagem, alinhamento, estabilidade e compatibilidade entre os diferentes sistemas passam a admitir menor margem para desvios.

 

Crescimento acompanha transformação dos armazéns

O ciclo de investimentos também acompanha o crescimento da ISMA. A companhia registrou expansão de 25% entre 2024 e 2025 e estabeleceu, para 2026, uma meta de crescimento de 15% sobre o ano anterior. Entre os segmentos que apresentaram maior crescimento em 2026 estão as indústrias alimentícia e farmacêutica e a distribuição de medicamentos — negócios diretamente impactados pelas mudanças na cadeia global de suprimentos.

Piccinin explica que há uma mudança na forma como as empresas planejam seus armazéns. A quantidade de posições-palete deixou de ser o único indicador relevante, enquanto fatores como capacidade, densidade, velocidade operacional, flexibilidade e possibilidade de evolução futura da infraestrutura ganharam peso na definição dos projetos.

A disponibilidade limitada e o aumento do custo de galpões em localizações urbanas estratégicas também estimulam projetos de verticalização e retrofit. Em determinados casos, ampliar a capacidade dentro da instalação existente pode ser uma alternativa à transferência de toda a operação para um novo imóvel.

O momento de crescimento também se reflete na estrutura de pessoas da ISMA. A empresa, que hoje conta com mais de 300 colaboradores, vem ajustando sua organização interna para sustentar a expansão do negócio e ampliar a capacidade de gerar valor para os clientes. Desde 2025, o programa “Eu Sou Excelência” reforça a cultura de melhoria contínua entre os times, ampliando competências e preparando os profissionais para os desafios de uma operação cada vez mais tecnológica.

“Nem toda operação precisa chegar ao mesmo nível de automação, e esse é um ponto importante. O que precisamos garantir é que a infraestrutura consiga acompanhar a evolução do negócio. Uma empresa pode começar com uma operação convencional, verticalizar, automatizar parte dos processos e avançar depois. A estrutura precisa estar preparada para essa trajetória, porque quanto mais tecnológica fica a operação, maior é a exigência sobre a base que sustenta tudo isso”, afirma.

A visão da ISMA é que a automação não reduz a importância da estrutura de armazenagem, pelo contrário, ela a amplia. O mercado brasileiro reúne diferentes níveis de maturidade, com operações convencionais, projetos em verticalização, ambientes semiautomatizados e sistemas de automação avançada convivendo lado a lado. Em todos eles, à medida que a automação avança, cai a tolerância a desvios: por isso, qualidade de projeto, fabricação, montagem, alinhamento, estabilidade estrutural, condições do piso, unidades de carga, documentação e compatibilidade entre estruturas e equipamentos tornam-se ainda mais determinantes, não apenas no momento da compra, mas ao longo de todo o ciclo de vida da estrutura.

 “Somos um time que se empenha em contribuir para a solução dos desafios dos nossos clientes. E trabalhamos para que sua jornada seja consistente e gere resultados ao longo de toda a operação”, conclui o executivo.

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