Estudo aponta avanço dos agentes autônomos e maior pressão por governança, rastreabilidade e controle de custos
As empresas brasileiras estão usando a eficiência da IA para fazer mais software, e não necessariamente para contratar mais pessoas. O avanço dos agentes autônomos começa a alterar a dinâmica dos serviços de desenvolvimento e manutenção de aplicações, com organizações buscando modernizar sistemas, reduzir custos e ampliar entregas dentro dos mesmos orçamentos. Ao mesmo tempo, a autonomia crescente dos agentes coloca governança, rastreabilidade e controle de gastos no centro das decisões. O cenário é apontado pelo relatório ISG Provider Lens AI-Driven ADM Services 2026, da TGT ISG.
De acordo com o levantamento da TGT ISG, enquanto práticas de FinOps, como monitoramento do consumo de tokens, ajudam a controlar custos, trilhas de auditoria e proteção de dados também ganham relevância. É nesse cenário que as empresas buscam ampliar a produtividade dentro de orçamentos fixos, reduzindo custos unitários e aumentando o volume de entregas. “A responsabilidade humana e o controle de custos estão entre as principais preocupações das empresas brasileiras na adoção de IA nos processos de entrega. As empresas têm adotado CI/CD seguro, plataformas internas e observabilidade para viabilizar agentes de IA com decisões rastreáveis e reversões seguras”, afirma Pedro L. Bicudo Maschio, distinguished analyst da ISG e autor do estudo da TGT ISG.
O uso crescente de IA para automação está transformando a dinâmica econômica dos serviços de desenvolvimento e manutenção de software no Brasil. As organizações buscam custos unitários mais baixos e maior volume de entrega dentro de orçamentos fixos, mas frequentemente mantêm modelos de contratação tradicionais. Segundo o autor, empresas inovadoras estão testando métricas de níveis de serviço baseadas em DORA para mensurar as entregas de forma mais efetiva.
Bicudo observa que os parceiros de serviços mais eficazes introduzirão a automação com capacidade de ação autônoma, juntamente com medidas de entrega confiáveis. “Eles podem ajudar os clientes a aumentar a capacidade de processamento, mantendo custos transparentes, resultados comprovados e controles de aprovação. Essa abordagem oferece às empresas um caminho prático para serviços de aplicações mais previsíveis”, afirma.
Segundo o autor, o avanço da IA amplia as exigências por fornecedores capazes de combinar automação, controle de custos e integração. Não basta mais entregar software, é necessário combinar esses fatores para ganhar relevância e novas demandas corporativas.
O relatório avalia 63 fornecedores em seis quadrantes: Application Development Outsourcing, Application Development Projects, Application Managed Services – GSIs, Application Managed Services – SIs, Application Quality Assurance e Continuous Testing Specialists.
O relatório indica AI/R, Capgemini e GFT como líderes em três quadrantes cada. Aponta Accenture, BRQ, CAST, Insi, Spassu, Stefanini, Tech Mahindra, TIVIT e Wipro como líderes em dois quadrantes cada. Aponta Base2, CI&T, Deal, DXC Technology, FCamara, Inmetrics, Nava, NTT DATA, Objective, Prime Control, Sempre IT, Softtek, T-Systems, TCS, TQI, Vericode e Yaman como líderes em um quadrante cada.
Além disso, a GFT, Taking e a Unisys são reconhecidas como empresas ascendentes, com um “portfólio promissor” e “alto potencial futuro”, segundo a definição do ISG.
Na área de experiência do cliente, a Altimetrik foi nomeada ISG CX Star Performer global para 2026 entre os fornecedores de serviços de ADM AI-driven. A empresa obteve as pontuações mais altas em satisfação do cliente na pesquisa Voice of the Customer da ISG, parte do programa ISG Star of Excellence™, o principal reconhecimento de qualidade do setor de serviços de tecnologia e negócios








