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Por que as academias de nicho estão ganhando a corrida do fitness?

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Com crescimento superior ao das academias tradicionais, modelos especializados chamam a atenção de investidores e CEO da Fast Tennis revela o que impulsiona essa tendência

O mercado fitness brasileiro quase triplicou em uma década. Segundo o Conselho Federal de Educação Física (CONFEF), o número de centros de atividades físicas saltou de 22.581 CNPJs ativos em 2015 para 62.718 em julho de 2025. Se o ritmo for mantido, o país deve ultrapassar a marca de 70 mil estabelecimentos nos próximos anos, o que amplia as oportunidades para empreendedores. O avanço, porém, não se resume ao volume. O perfil do setor também muda. De acordo com a Health & Fitness Association (HFA), as academias tradicionais crescem entre 4% e 5% ao ano, enquanto os estúdios boutique e as operações nichadas avançam entre 7% e 9%, mostrando o potencial de um modelo que aposta em públicos específicos. 

Para Lucas André, fundador e CEO da Fast Tennis, rede de academias de tênis, a rotina de quem busca um estilo de vida mais saudável costuma ter dois pilares básicos: alimentação equilibrada e atividade física. No entanto, ao longo desse processo, muita gente sente a necessidade de experimentar novas modalidades, o que explica o crescimento das academias de nicho. 

“Aulas personalizadas e ambientes específicos ajudam a transformar a simples prática de exercícios em uma experiência mais alinhada às expectativas do consumidor, que busca cada vez mais inovação, identificação e novidade. Quando a pessoa encontra uma modalidade que combina com o seu perfil, com acompanhamento próximo e uma comunidade forte, o treino deixa de ser obrigação e vira hábito. É por isso que os modelos especializados conseguem engajar mais”, afirma.

Com uma proposta mais clara, a operação especializada tende a ser mais enxuta e padronizada, facilitando o controle da gestão e a expansão. Ao concentrar a operação em uma modalidade e em um público definido, a marca consegue desenhar métodos, aulas e ambientes sob medida, elevando o valor percebido pelo cliente, justificando um ticket médio mais alto. A proximidade com o aluno, por sua vez, favorece a fidelização em torno do negócio, um ativo valioso para investidores. 

A Fast Tennis é um exemplo desse movimento, com um modelo de negócio focado exclusivamente em aulas de tênis, oferecidas de forma flexível e dinâmica, por meio de uma metodologia própria para todas as idades. Para este ano, a projeção é alcançar R$ 100 milhões em faturamento por meio das mais de 80 unidades em operação com 10 mil alunos ativos, que buscam uma experiência dedicada à prática do esporte. Para os empreendedores interessados em fazer parte deste grande  movimento de wellness, o investimento inicial parte de R$ 400 mil, com faturamento médio mensal estimado entre R$ 60 mil e R$ 150 mil e prazo de retorno previsto de 18 meses.

“O futuro do setor está ligado à capacidade de compreender as necessidades e entregar experiências consistentes. A combinação entre hiperpersonalização, eficiência operacional e uma comunidade sólida pode ser decisiva para o crescimento sustentável e para a liderança do mercado nos próximos anos”, conclui André. 

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