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Preços de próteses e materiais especiais usados em hospitais têm maior alta mensal desde dezembro de 2025

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Índice OPME avança 0,35% em setembro, após variação de 0,02% em agosto; cinco das oito especialidades registraram aumento de preços, com destaque para sistema cardiocirculatório (+1,10%)

Os preços de órteses, próteses e materiais especiais adquiridos por hospitais brasileiros registraram alta de 0,35% em setembro, o maior avanço mensal desde dezembro de 2025, quando o aumento foi de 1,25%. O resultado também representa a maior alta para um mês de setembro desde o início da série histórica, em 2017. O resultado representa uma aceleração em relação a agosto, quando os preços ficaram praticamente estáveis, com variação de 0,02%. Os dados são do Índice de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (Índice OPME), calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com a Bionexo Tasy, a partir de transações realizadas entre hospitais e fornecedores.

Foram registradas altas em cinco das oito especialidades monitoradas, com destaque para sistema cardiocirculatório (+1,10%). Na sequência aparecem sistema nervoso central e periférico (+0,85%), sistema genital e reprodutor (+0,32%), sistema musculoesquelético e articulações (+0,14%) e cabeça e pescoço (+0,08%).

As diferenças entre as especialidades mostram que o comportamento do índice não se deu de maneira uniforme e homogênea no mercado de OPME, o que reforça a importância de acompanhar o comportamento dos preços por categoria no planejamento das compras hospitalares.

Em sentido contrário, os preços recuaram em sistema urinário (-0,59%), outras especialidades (-0,24%) e sistema digestivo e anexos (-0,06%). As diferenças entre as especialidades indicam que a alta do índice não ocorreu de maneira uniforme entre os grupos monitorados.

“A aceleração dos preços de órteses, próteses e materiais especiais exige atenção dos hospitais, especialmente porque as variações não acontecem de forma uniforme entre as especialidades. Mesmo com o índice acumulando queda no ano, aumentos em determinadas categorias podem pressionar o orçamento de procedimentos específicos. Acompanhar esses movimentos permite antecipar negociações, planejar compras e tomar decisões mais eficientes na gestão de suprimentos”, afirma Herbert Cepêra, Diretor de Estratégia e Inteligência de Mercado da Bionexo Tasy.

Créditos da imagem: Divulgação
Créditos da imagem: Divulgação

Apesar da aceleração registrada em setembro, o Índice OPME ainda acumula queda de 0,34% em 2026. Os aumentos observados desde abril, com estabilidade em junho, não foram suficientes para compensar integralmente as reduções do primeiro trimestre. No acumulado do ano, as maiores altas foram observadas em sistema digestivo e anexos (+2,90%) e sistema genital e reprodutor (+1,19%), enquanto cabeça e pescoço apresenta a maior retração (-3,09%).

Nos últimos 12 meses, entretanto, os preços de órteses, próteses e materiais especiais acumulam alta de 1,16%, abaixo da inflação oficial medida pelo IPCA (+4,58%) e do IGP-M (+3,34%). O comportamento também contrasta com o Índice de Preços de Medicamentos para Hospitais (IPM-H), igualmente calculado pela Fipe e pela Bionexo Tasy, que registra queda de 2,32% no mesmo período. Os indicadores acompanham diferentes cestas de produtos e mercados.

“O avanço de 0,35% em setembro marca uma aceleração em relação aos meses anteriores, mas é importante observar o resultado em diferentes horizontes. Apesar da maior alta mensal desde dezembro de 2025, o índice ainda acumula queda de 0,34% em 2026 e aumento de 1,16% nos últimos 12 meses, abaixo da inflação ao consumidor. Esse comportamento mostra que as variações de curto prazo não representam, necessariamente, uma tendência generalizada de aumento dos preços”, explica Bruno Oliva, economista e pesquisador da Fipe.

Na análise por especialidade, o aumento acumulado em 12 meses foi mais expressivo em sistema genital e reprodutor (+4,10%), sistema digestivo e anexos (+2,78%) e sistema cardiocirculatório (+2,35%). Também registraram altas sistema nervoso central e periférico (+1,10%), sistema musculoesquelético e articulações (+0,98%), sistema urinário (+0,12%) e outras especialidades (+0,01%). A única especialidade com redução no período foi cabeça e pescoço (-0,55%).

Considerando toda a série histórica, iniciada em janeiro de 2017, o Índice OPME registra queda nominal de 0,25% até setembro de 2026. O comportamento, entretanto, varia significativamente entre as especialidades: enquanto cabeça e pescoço acumulam alta de 18,95% e sistema musculoesquelético e articulações registra aumento de 8,10%, os preços de itens relacionados ao sistema cardiocirculatório apresentam retração de 9,85% no mesmo intervalo.

O Índice OPME é desenvolvido pela Fipe em parceria com a Bionexo Tasy, com base em metodologia que utiliza dados de transações efetivadas por meio da plataforma Bionexo 360º desde janeiro de 2017. O indicador acompanha o comportamento dos preços de órteses, próteses e materiais especiais comercializados entre fornecedores e hospitais no mercado brasileiro.

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