Finanças

Reeleição de Lula pressiona empresas e abre espaço para alta de 31% na busca por crédito

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Mesmo com a volatilidade dos mercados, alternativas de financiamento permitem preservar o caixa, reorganizar investimentos e manter projetos de expansã

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva trouxe uma nova dinâmica ao mercado financeiro brasileiro, levando empresários e investidores a reavaliar suas estratégias para 2027. A reação inicial da Bolsa, do dólar e dos juros futuros reforçou a importância de um planejamento financeiro capaz de proteger as empresas das oscilações econômicas. Apesar da volatilidade, o cenário também abre espaço para negócios que buscam condições de financiamento mais adequadas às suas necessidades, sem depender exclusivamente das linhas tradicionais dos bancos. O crescimento de 24,2% no volume de créditos comercializados pelo sistema de consórcios entre janeiro e agosto de 2026, que alcançou R$ 389,59 bilhões, demonstra a expansão de alternativas para aquisição planejada de bens e investimentos. Para 2027, a expectativa de um aumento de pelo menos 31% na oferta de crédito, caso confirmada, reforça as perspectivas de expansão do financiamento e a importância de preparar as empresas para aproveitar esse movimento.

Nesse contexto, o crédito estruturado ganha relevância como ferramenta para manter investimentos e fortalecer a saúde financeira das empresas, especialmente diante da possibilidade de juros elevados por mais tempo. Modalidades como crédito com garantia, home equity, capital de giro estruturado e consórcio planejado oferecem caminhos diferentes para financiar expansão, aquisição de equipamentos, construção e desenvolvimento de novos projetos. A escolha depende do prazo, das garantias disponíveis e da capacidade de pagamento de cada negócio. Para Alberto Friggi, CEO da Friggi & Secco, a estratégia está em encontrar soluções compatíveis com a realidade de cada empresa. “Planejamento financeiro, garantias adequadas e financiamentos estruturados conforme o fluxo de caixa serão fundamentais para ampliar a previsibilidade do crédito imobiliário, rural e empresarial”, afirma. A análise personalizada das operações permite comparar condições entre instituições financeiras, avaliar custos e identificar estruturas que favoreçam a continuidade dos investimentos, mesmo em períodos de maior volatilidade.

Para 2027, a capacidade de acessar crédito de forma planejada tende a representar uma vantagem competitiva para as empresas brasileiras. Embora o ambiente econômico ainda dependa das decisões fiscais do governo e da trajetória da inflação, empresários não precisam condicionar seus projetos exclusivamente à queda da Selic. Alberto Friggi considera a possibilidade de juros entre 12,25% e 12,75% e crescimento econômico de 1% a 1,2%, o que reforça a importância de antecipar decisões financeiras e estruturar operações sustentáveis. Nesse cenário, empresas que organizam suas garantias, administram o endividamento e diversificam suas fontes de financiamento ficam mais preparadas para aproveitar oportunidades de expansão. “O crédito é um dos principais canais pelos quais a política fiscal chega à economia real”, destaca Friggi. Para o especialista, o caminho é manter o planejamento, preservar a liquidez e buscar financiamentos adequados à geração de caixa, permitindo que os negócios continuem avançando independentemente das oscilações de curto prazo do mercado financeiro.

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