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A imparcialidade dos sentimentos

Créditos da foto: Divulgação

Créditos da foto: Divulgação

Por Laura Porto, Mentora Organizacional, Escritora, Poeta e Produtora Cultural

Sentir é para todos — ou quase todos. Sentir, inclusive a dor, também é para todos.
Sentir amor é privilégio, coerência e escolha… não sentir amor é falta, desespero e morte.

O que sentir e por que sentimos tanto e tantos? Em um mundo de correrias, tropeços, abraços e perdas, sentir é uma necessidade soberana e inevitável.
É pelo pouco ou pelo muito que o tempo resolve sentimentos e ações, mas o sentir nesse tempo nos cura, nos endurece e até nos modifica.

Queremos ser amados, compreendidos e destemidos.
Buscamos ardentemente sentir o pulsar de cada emoção em cada sentir.
O poder nos foi dado (e muito), e muitos apenas passam e vivem de sentimentos… sejam eles bons ou ruins.

E lá vem essa questão do bom e do ruim… o que é bom e o que é ruim?
Existe uma ordem, uma forma certa ou errada de sentir?

Tantos e tantos cientistas, poetas e “bestas” tentam, a todo instante, responder essas mazelas, que nem param para sentir a tal forma de sentir.

Então, é o dançar dos sentimentos, das emoções, dos medos e dos pavores, que nos dita as escolhas que nem mesmo nós entendemos.
As teorias dos sentimentos, os conselhos, e até as pobres e singelas crônicas e poesias tentam, em meio à guerrilha, interpretar e dar voz ao sentir.

É a fumaça descompassada, é a fogueira ardendo em chamas, é o vento extirpando as entranhas, o frio congelando a barganha, o calor abrindo a ferida, e o mar salgando e arrastando tudo pela frente.

O insano e o absoluto vêm até o clarear do novo dia.
Os sentimentos adormecem, gritam e despertam.
O humano vive levado e impulsionado pelo sentir — mesmo que seja o frio e gélido desamor de todo dia.

Há um raio de esperança no farol da minha constância, na ignorância da minha fala e no gritar da tua força.

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