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A nova guerra invisível: como Estados-nação usam ciberataques e IA para moldar o poder global

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foto oficial do evento
Yuri Diógenes - PhD em Cibersegurança
foto oficial do evento Yuri Diógenes – PhD em Cibersegurança

PhD em Cybersecurity da Microsoft, Yuri Diógenes, alerta que o ciberespaço se tornou o novo campo de batalha das potências mundiais e que empresas já sentem os impactos colaterais dessa guerra digital.

Em um dos painéis mais aguardados do Cyber Security Summit 2025, o especialista Yuri Diógenes, PhD em Cybersecurity, professor da Universidade do Texas em Dallas e líder global de ciberdefesa na Microsoft, encerrou o evento com uma palestra contundente sobre o novo cenário dos conflitos internacionais. Sob o tema “Quando as Fronteiras Ficam Nebulosas: Ciberataques de Estados-Nação em Conflitos Modernos”, o especialista mostrou como o ciberespaço se consolidou como o quinto domínio da guerra moderna — ao lado da terra, do ar, do mar e do espaço — e advertiu que empresas e governos já estão sendo afetados diretamente por esse tipo de ataque.

“Quando há um embate entre Estados, o primeiro ataque não é mais militar, é cibernético. Ele vem em forma de campanhas de desinformação, ataques distribuídos e sabotagem digital. O ciberespaço se tornou a nova linha de frente dos conflitos modernos”, afirmou Diógenes.

Segundo levantamento da Microsoft apresentado durante a palestra, uma em cada três infraestruturas críticas no mundo já foi alvo de ataques conduzidos por grupos vinculados a Estados-nação. Desde 2020, o número desses incidentes cresceu mais de 200%, impulsionado por tensões políticas e disputas regionais. O especialista destacou que o Brasil também pode sofrer efeitos colaterais de ofensivas direcionadas a outros países, especialmente em cadeias globais de suprimento.

Ao apresentar exemplos da guerra Rússia-Ucrânia e de ataques recentes no Oriente Médio, Diógenes mostrou que os ataques digitais tornaram-se o primeiro passo das ofensivas militares. “Antes de tanques cruzarem fronteiras, já vemos ofensivas cibernéticas contra infraestruturas críticas e sistemas de defesa. É um playbook de guerra que combina poder cibernético e força cinética”, explicou.

Ele lembrou ainda que setores privados também são alvos frequentes, mesmo fora das zonas de conflito. “Quando um provedor de soluções é comprometido, todas as organizações que confiam naquela cadeia são vítimas em potencial. A infiltração em um elo estratégico pode causar efeitos em cascata na economia global”, destacou.

IA e desinformação: a nova face dos ataques 

O pesquisador também alertou para o uso crescente da inteligência artificial (IA) em campanhas de desinformação e manipulação social. De acordo com ele, entre janeiro de 2024 e outubro de 2025 houve um crescimento exponencial de ataques que utilizam IA em alguma etapa da operação. “A IA vem sendo usada para criar desinformação em massa, explorando fontes que parecem confiáveis, veículos de comunicação, personalidades e até familiares. O resultado é um caos informacional difícil de conter”, afirmou.

Entre os exemplos citados, estão deepfakes hiper-realistas, clonagem de vozes e manipulação de vídeos e áudios para fraudes e disseminação de fake news. “O cidadão comum não tem ferramentas para diferenciar o real do falso. Isso aumenta a vulnerabilidade social e política das democracias”, alertou.

Ao encerrar sua apresentação, Diógenes reforçou que o risco cibernético é, hoje, uma extensão do risco geopolítico e da competitividade nacional, exigindo uma mudança na postura das lideranças empresariais. “Gerenciar risco cibernético é gerenciar a competitividade nacional. O que acontece na Europa ou no Oriente Médio pode afetar diretamente o mercado brasileiro. As empresas precisam estar preparadas para impactos indiretos e colaterais”, afirmou.

Para o especialista, o caminho passa por três pilares: visibilidade, colaboração e mentalidade estratégica. “Segurança não pode ser apenas um tema operacional. Precisa estar na mesa de decisão executiva. Quando os conflitos se espalham para o ciberespaço, a preparação define a resiliência”, concluiu.

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