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Abiquim e diversas associações entregam ao novo presidente da República carta que explica os impactos da tabela do frete

Documento alerta para os riscos presentes e futuros gerados pela medida

A Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim é uma das 74 entidades signatárias da carta “Tabela do Frete Impacta Cadeia de Abastecimento, Preço dos Alimentos e é Entrave para Planos de Crescimento e Geração de Empregos”, que retrata os impactos da adoção da tabela do frete para a economia nacional.

Na carta entregue ao Presidente eleito Jair Bolsonaro, no dia 21 de novembro, as entidades ressaltam que o tabelamento do frete, por meio da Lei nº 13.713/2018, representa aumento de 100% no custo de transporte e inflação nos alimentos, o que irá gerar um aumento no custo de vida da população, além de aumentar o custo de produção o que desestimulará o setor produtivo a investir e gerar empregos. A carta ainda cita outros motivos para não haver um tabelamento, pois ele também impacta as exportações brasileiras ao aumentar a burocracia e os custos dos produtos nacionais para os mercados internacionais.

Além da Abiquim, confederações, federações e sindicatos são signatários da Carta Aberta ao Presidente Eleito, Ministros Indicados e Órgãos de Estado que segue abaixo desta mensagem.

 Abiquim – Associação Brasileira da Indústria Química (www.abiquim.org.br) é uma entidade sem fins lucrativos fundada em 16 de junho de 1964, que congrega indústrias químicas de grande, médio e pequeno portes, bem como prestadores de serviços ao setor químico nas áreas de logística, transporte, gerenciamento de resíduos e atendimento a emergências. A associação realiza o acompanhamento estatístico do setor, promove estudos específicos sobre as atividades e produtos da indústria química, acompanha as mudanças na legislação e assessora as empresas associadas em assuntos econômicos, técnicos e de comércio exterior. A entidade ainda representa o setor nas negociações de acordos internacionais relacionados a produtos químicos.

CARTA ABERTA AO PRESIDENTE ELEITO, MINISTROS INDICADOS E ÓRGÃOS DE ESTADO

TABELA DO FRETE IMPACTA CADEIA DE ABASTECIMENTO, PREÇO DOS ALIMENTOS E É ENTRAVE PARA PLANOS DE CRESCIMENTO E GERAÇÃO DE EMPREGOS

Senhor Presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro, e equipe do futuro governo:

“É sempre bom não haver tabelamento.” Quando o Brasil enfrentou a hiperinflação nos anos 1980, o governo tomou a equivocada decisão de tabelar preços no país. Não deu certo, e a sociedade brasileira pagou um preço elevado com desemprego, baixa competitividade, desabastecimento de produtos e alto custo de alimentos.

A Tabela de Fretes (Lei 13.703/18), medida que foi tomada de forma apressada, sem o devido debate com a sociedade e avaliação de suas consequências para a economia, traz, 30 anos depois, esse fantasma de volta para a sociedade brasileira.

É sempre bom não haver tabelamento, pois o tabelamento representa aumento de 100% no custo de transporte e inflação nos alimentos. Com isso, o custo de vida da população aumentará, assim como o custo de produção, o que desestimulará o setor produtivo a investir e gerar empregos.

É sempre bom não haver tabelamento, pois ele gera insegurança jurídica e desrespeita a Constituição. São mais de 60 questionamentos judiciais contra a tabela de fretes, inclusive no Supremo Tribunal Federal (STF), além do questionável processo de regulação proposto pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que não respeitou prazos e passará a multar empresas antes mesmo de definir as regras que devem ser obedecidas sobre a tabela de fretes.

É sempre bom não haver tabelamento porque os mais credenciados especialistas afirmam que ele não soluciona os problemas de transporte, infraestrutura e logística no país, apenas os acentua sem fornecer nenhuma melhoria para o futuro.

É sempre bom não haver tabelamento, pois ele atrapalha a competitividade da economia brasileira ao aumentar a burocracia e os custos dos produtos brasileiros para os mercados domésticos e internacionais. Isso atrapalhará, em especial, as exportações de produtos de maior valor agregado, que ficarão mais caros do que seus concorrentes internacionais, e impedirá que mais recursos estrangeiros venham para o Brasil.

As entidades signatárias desta carta querem que o Brasil cresça, gere empregos, aumente suas exportações e se torne cada vez mais competitivo no mercado internacional. Para isso, “é sempre bom não haver tabelamento”.

Depositamos nossa confiança no novo governo e nas instituições de Estado para que esse gravíssimo equívoco seja corrigido com a mesma urgência que o Brasil tem em voltar a crescer.

Sem mais, agradecemos a atenção, confiantes na melhor decisão.

ASSOCIAÇÕES SIGNATÁRIAS

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