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Acordo entre União Europeia e Mercosul é importante oportunidade para a indústria do Amazonas

Créditos da foto: Divulgação

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 O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) acompanha com atenção o avanço das tratativas em torno do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. Para a entidade, trata-se de uma iniciativa com potencial de ampliar integração econômica, atrair investimentos, estimular inovação e modernizar cadeias produtivas, em benefício de consumidores e empresas dos dois lados.

“No contexto amazônico, o acordo pode representar uma oportunidade adicional: consolidar, com transparência e mensuração, o valor do modelo econômico da Zona Franca de Manaus (ZFM), que contribui para manter a floresta em pé”, afirma Lúcio Flávio de Moraes, presidente executivo do CIEAM.

A ZFM, instrumento constitucional de desenvolvimento regional, organiza uma economia formal em uma região estratégica, com geração de empregos, arrecadação, tecnologia e serviços, ajudando a reduzir pressões predatórias sobre o território ao fortalecer a base produtiva urbana e legal.

O CIEAM destaca que a agenda comercial contemporânea evoluiu. Hoje, mercados exigentes valorizam não apenas preço e qualidade, mas também rastreabilidade, conformidade e comprovação de desempenho socioambiental. “Nesse sentido, o Polo Industrial de Manaus (PIM) tem condições de avançar como plataforma de produção de baixo impacto, conectando eficiência industrial a compromissos verificáveis de sustentabilidade”, acrescenta o executivo.

O acordo entre as duas regiões pode acelerar esse movimento ao estimular padrões mais elevados de certificação, rastreabilidade e compliance, inclusive no que se refere ao reconhecimento de instrumentos econômicos e mecanismos de governança que favorecem a proteção florestal. “Transformar a sustentabilidade em evidência — e não em discurso — é um ativo competitivo do Brasil e uma contribuição concreta para a agenda global do clima e da biodiversidade”, explica Lúcio Flávio.

O CIEAM reafirma sua disposição de colaborar com o Governo Federal, o Congresso Nacional e as instituições responsáveis pela política de Comércio Exterior e desenvolvimento regional para que o Brasil avance em acordos estratégicos com segurança jurídica, previsibilidade e capacidade de gerar prosperidade, inovação e credibilidade socioambiental para o país e para a Amazônia.

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