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Agentforce redefine mercado Salesforce e eleva pressão por performance operacional, aponta TGT ISG

Sidney Nobre - Créditos da foto: Divulgação

Sidney Nobre - Créditos da foto: Divulgação

Relatório indica que integração de IA, Data Cloud e automação muda papel dos parceiros, amplia complexidade das operações e impulsiona crescimento acelerado do midmarket brasileiro

O mercado de Salesforce vive uma mudança de eixo em 2026. Se nos últimos anos o foco das empresas estava na integração de dados e na construção de uma visão unificada do cliente, agora a prioridade passou a ser performance operacional, inteligência contínua e impacto mensurável no negócio. A avaliação é do estudo ISG Provider Lens® Salesforce Ecosystem Partners 2026 para o Brasil, produzido e distribuído pela TGT ISG. 

Sidney Nobre, distinguished analyst da TGT ISG e autor do estudo, explica que o avanço do Agentforce e das ferramentas proprietárias de inteligência artificial está acelerando uma transformação importante no setor: fornecedores deixam de ocupar um papel predominantemente técnico para assumir uma posição mais estratégica dentro das operações corporativas. “O que, no passado, já foi o desafio de propiciar uma visão unificada, agora é, em larga escala, uma questão de performance”, afirma.

A mudança ocorre em um momento em que a própria Salesforce reorganiza seu ecossistema global de parceiros para priorizar entregas baseadas em IA, automação e resultados comprovados. Em 2026, a companhia reformulou seu programa mundial de parceiros, reduziu níveis de certificação e passou a priorizar competências ligadas a Agentforce, Data Cloud e métricas reais de impacto operacional.

Na prática, isso significa que implementar a plataforma, operar bem e possuir equipes certificadas vai além de ser um diferencial competitivo. O mercado passou a exigir resultados mais sofisticados, conectados diretamente a indicadores de receita, retenção, experiência do cliente e eficiência operacional. O estudo reforça que a integração entre Data Cloud, Agentforce e também IAs proprietárias  elevou o nível de complexidade das operações Salesforce e aumentou a pressão sobre fornecedores para entregar arquiteturas mais bem estruturadas, escaláveis e orientadas a resultado.

“A complexidade de dispor de dados corretos e organizados, em conjunto do uso de IA, tem viabilizado vários resultados, porém ainda requer boa complexidade e desenvoltura para entregar resultados consistentes e sólidos para o melhor uso do Salesforce”, destaca o autor.

O relatório mostra que o foco das empresas passa a ser avançar sobre a inteligência operacional contínua. KPIs comerciais e operacionais passaram a ser monitorados em tempo real e conectados diretamente às metas estratégicas das organizações. Modelos de AMS e BPO digital ganham relevância, impulsionados pela busca das empresas por operações mais integradas e eficientes de ponta a ponta. O movimento também reposiciona os próprios parceiros Salesforce, que passam a ser cobrados por visão consultiva, capacidade analítica e impacto direto no negócio. 

Outro ponto que chama atenção no estudo é a transformação acelerada do midmarket brasileiro. Segundo o relatório, empresas de midmarket passaram a demandar projetos mais rápidos, menos customizados e com retorno operacional quase imediato. Esse cenário favorece fornecedores especializados em operações mais ágeis, com aceleradores, templates e modelos de implementação simplificados. “Esta escala e forma de atuação no midmarket têm despontado como um universo diferenciado de fornecedores que estão aptos e dispostos a atuar no Salesforce com rapidez, custo controlado e resultados mensuráveis e de impacto no curto prazo ao negócio”, aponta.

A rede de fornecedores voltada ao midmarket aparece no relatório como o segmento de maior crescimento dentro do ecossistema Salesforce. O avanço é impulsionado pela combinação entre demanda responsiva, pressão por eficiência e necessidade crescente de adoção de IA aplicada aos negócios. Adicionalmente, o estudo também aponta que o compartilhamento de casos de sucesso, pilotos e experiências práticas entre fornecedores mais maduros vem criando um ambiente menos fragmentado e mais orientado à inovação contínua.

O relatório para o Brasil avalia 45 fornecedores em quatro quadrantes: Professional Services, Value Realization and Optimization Services, Innovation on Salesforce/Agentforce e Midscale Salesforce Partners.

O relatório nomeia Accenture, BRQ, Deloitte, Everymind e OSF Digital como líderes em três quadrantes cada, e Globant e Valtech como líderes em dois quadrantes cada. Também nomeia atile.digital, Cadastra, GFT, Infosys, iSmartBlue, JFOX, LEOO, Sottelli e SYS4B como líderes em um quadrante cada.

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