Com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Programa ANIP BNDES Periferias será implementado no Distrito do Jardim Ângela, na zona sul de São Paulo. A iniciativa – que abrange mais de 80 bairros – contará com capital semente entre R$ 1 mil e R$ 10 mil por iniciativa, integrando formação, participação social e fortalecimento produtivo territorial. O programa integra a iniciativa BNDES Periferias, que alocou, desde 2024, um orçamento de mais de R$ 355 milhões para projetos em favelas e comunidades, com foco em inclusão produtiva, sustentabilidade e fortalecimento institucional.
O lançamento do Programa ANIP BNDES Periferias será em 26 de fevereiro, a partir das 19 horas, no Josyas Barber Shop (Rua Amaro Velho, 111 – Jardim Vergueiro).
SÃO PAULO | Em parceria com a Articuladora de Negócios de Impacto da Periferia (ANIP), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) passa a apoiar uma iniciativa voltada ao fortalecimento de empreendimentos, coletivos e organizações do Distrito do Jardim Ângela, na zona sul de São Paulo – território que abrange mais de 80 bairros. Executado pela A Banca, o Programa ANIP BNDES Periferias articula formação continuada, participação social, incidência política e repasse direto de capital semente às iniciativas locais.
A proposta parte do entendimento de que as periferias produzem soluções, saberes e estratégias próprias de desenvolvimento. A metodologia combina espaços de escuta, troca entre pares e capacitação com apoio financeiro direto, estruturando um modelo que integra recursos, protagonismo territorial e construção coletiva de caminhos para o fortalecimento econômico e social do território.
O programa ANIP BNDES Periferias integra a iniciativa BNDES Periferias, que alocou, desde 2024, um orçamento de mais de R$ 355 milhões para projetos em favelas e comunidades, com foco em inclusão produtiva, sustentabilidade e fortalecimento institucional.
De acordo com Marcelo Rocha (DJ Bola), fundador de A Banca, o ANIP BNDES Periferias tem como foco a consolidação de um ecossistema produtivo territorial, com atuação prioritária em cinco frentes: negócios liderados por mulheres, economia criativa, saúde integral, empreendimentos tradicionais enraizados no território e iniciativas de impacto socioambiental positivo.
“Acreditamos que impacto, quando se fala em periferias, acontece ao conseguirmos romper o ciclo da pobreza financeira. E isso não acontece só com recurso, mas com formação, com troca entre pares, com participação de quem vive o território. O Programa ANIP BNDES Periferias nasce com essa lógica: fortalecer quem já está no corre, na quebrada, organizando soluções e gerando renda no Jardim Ângela”, afirma DJ Bola, acrescentando que pela primeira vez uma organização da periferia acessa um chamamento nacional do BNDES para executar um programa desse porte. “Foi muito suor, muito corre e muito conhecimento acumulado para chegar até aqui. Esse apoio permite que a gente combine capital semente, formação e incidência política para que os empreendimentos locais tenham mais estrutura e mais autonomia.”
“Em março de 2024, o BNDES divulgou a Iniciativa BNDES Periferias, marcando seu novo olhar para as comunidades periféricas urbanas brasileiras com foco em sua diversidade e na redução de suas desigualdades. Sucessivas chamadas de projetos, de alcance nacional, já foram lançadas buscando impactar positivamente as condições de vida das populações periféricas. O Programa ANIP BNDES Periferias integra essa iniciativa e se destaca por apoiar diretamente empreendimentos e organizações do Jardim Ângela, na zona sul de São Paulo, combinando formação, participação social e repasse de capital semente para o fortalecimento econômico e social do território“, afirma Celina Tura, chefe do Departamento de Inclusão Produtiva e Educação da Área de Desenvolvimento Social e Gestão Pública do BNDES.
Arquitetura do programa
O BNDES ANIP Periferias está estruturado em três eixos. O primeiro abarca as Rodas de Conversa – encontros territoriais voltados à troca entre pares e ao mapeamento de desafios comuns. O segundo é o fórum “Nada de Nós sem Nós”, espaço de participação social destinado à formulação de propostas e incidência sobre temas estratégicos do desenvolvimento local. O terceiro eixo reúne dois percursos formativos com transferência direta de recursos.
Na modalidade “Pensando Junto”, iniciativas em estágio inicial recebem formação e capital semente de R$ 1 mil para estruturação de atividades. O percurso “Dando Aquela Força”, por sua vez, é voltado a empreendimentos mais consolidados – nele, o aporte é de R$ 10 mil por iniciativa, destinado a investimentos em estrutura, equipamentos ou fortalecimento institucional.
Eixos temáticos
- Negócios liderados por mulheres | Tem por foco o fortalecimento da autonomia econômica, da equidade de gênero e da valorização do trabalho das mulheres nas periferias.
- Negócios da economia criativa | A busca recai por iniciativas culturais, artísticas, comunicacionais e criativas como vetores de geração de renda, identidade e desenvolvimento territorial.
- Negócios de saúde integral | As inscrições podem ser feitas por empreendimentos que atuam no cuidado ampliado da saúde física, mental, emocional, espiritual e comunitária, considerando práticas tradicionais e saberes locais.
- Negócios tradicionais | São os que estão enraizados nos territórios, que preservam modos de fazer, saberes ancestrais, economias populares e práticas comunitárias historicamente construídas.
- Negócios de impacto socioambiental positivo | Podem participar empreendedores de impacto comprometidos com a geração de benefícios sociais e ambientais, sustentabilidade, Justiça Climática e cuidado com os territórios.
De acordo com Fabiana Ivo, gestora operacional de A Banca e da ANIP, a arquitetura do programa busca integrar capacitação, recursos financeiros e governança local. “Partimos do entendimento de que políticas de desenvolvimento territorial demandam articulação entre formação, financiamento e participação ativa dos atores envolvidos”, aponta.
O programa será implementado no Jardim Ângela, zona Sul de São Paulo, em um distrito que concentra forte presença de organizações comunitárias e iniciativas produtivas locais. A expectativa é que a iniciativa contribua para ampliar a autonomia econômica e a sustentabilidade de negócios enraizados no território. “O programa consolida uma metodologia da ANIP baseada em formação continuada, troca entre pares e protagonismo territorial”, pontua Fabiana.
As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo link: https://forms.gle/WtGuL2TgcWoTGz3UA

