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Sustentabilidade

Amazônia como motor da bioeconomia pode impulsionar a inovação e a sustentabilidade na indústria brasileira

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Créditos da foto: Divulgação
Créditos da foto: Divulgação

Cadeias produtivas e bioinsumos posicionam a região no cenário global de desenvolvimento verde

 O potencial da floresta pode se transformar em soluções inovadoras e de alto impacto social

 Júlia Cruz, Secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, e Márcio Miranda, Diretor Geral do CBA, destacam iniciativas estratégicas para transformar recursos naturais em ativos econômicos e sociais

Em evento realizado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), a série Diálogos Amazônicos reuniu, na última segunda feira (27), especialistas para discutir o papel da Amazônia no desenvolvimento de uma economia verde, sustentável e inclusiva. O webinar contou com a participação de grandes especialistas no tema, como Júlia Cortez da Cunha Cruz, Secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e Márcio de Miranda Santos, Diretor Geral do CBA (Centro de Bionegócios da Amazônia).

O debate abordou a importância estratégica da Amazônia no contexto da transição energética global, da mitigação das mudanças climáticas e do fortalecimento da bioeconomia nacional. Segundo Júlia Cruz, “a mudança climática já é uma realidade e temos pessoas sofrendo seus efeitos. Por isso, é fundamental que o Brasil atue de forma intencional na transição energética e na descarbonização da indústria, aproveitando vantagens históricas, como nossa matriz energética limpa e a tradição em biocombustíveis”, afirmou a secretária.

Julia destacou ainda que a criação da Secretaria de Economia Verde no MDIC visa consolidar políticas que combinem sustentabilidade, desenvolvimento econômico e inclusão social. “Esse projeto de desenvolvimento é verde, mas também tem valores sociais, como o combate às desigualdades regionais e a distribuição de benefícios para populações vulneráveis, que já sofrem os efeitos das mudanças climáticas”, afirmou.

Durante a conversa, os convidados trouxeram exemplos concretos de iniciativas que conectam a biodiversidade amazônica à geração de valor econômico como programas voltados ao adensamento de cadeias produtivas de produtos como açaí, cupuaçu, babaçu e castanha, contemplando desde o mapeamento tecnológico de maquinário até capacitação de cooperativas e inserção no mercado nacional e internacional. “Estamos lançando um catálogo de maquinário necessário para adensar cadeias da biodiversidade Amazônica, que será financiado pelo BNDES para 50 cooperativas, com acompanhamento do SEBRAE para qualificação e formalização. Nosso objetivo é agregar valor no território e gerar desenvolvimento sustentável”, explicou Júlia.

Márcio Miranda reforçou o papel do CBA no fortalecimento da bioeconomia na região. “O CBA ampliou sua agenda, promovendo negócios a partir de ativos da biodiversidade, hospedando startups e atores do sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação, e formando profissionais especializados em bionegócios. Estamos transformando a pesquisa e desenvolvimento orientada por demanda em dinamismo econômico para a Amazônia”, declarou o diretor.

A instituição atua em diversas frentes, incluindo bioinsumos para agricultura sustentável, bioplásticos e fibras Amazônicas, como o Curauá, uma bromélia semelhante ao abacaxi, com alto potencial de aplicação industrial. Cruz complementou: “Nos microrganismos, por exemplo, há enormes oportunidades de substituição de fertilizantes químicos, restauração da saúde dos solos e aumento de produtividade, além de captura de carbono da atmosfera. São tecnologias estratégicas para soberania alimentar e mitigação das mudanças climáticas”, contou ele.

O debate também abordou desafios críticos para a interiorização do desenvolvimento na região, como infraestrutura, logística, conectividade, energia e segurança pública, além da necessidade de políticas de estado estáveis que garantam continuidade às iniciativas da bioeconomia.

O evento Diálogos Amazônicos reafirma o compromisso do Brasil em consolidar uma economia verde robusta e inclusiva, combinando inovação, sustentabilidade ambiental e desenvolvimento socioeconômico, com potencial de gerar emprego, renda e relevância global para a Amazônia.

Sobre o Diálogos Amazônicos

A série “Diálogos Amazônicos” tem o patrocínio do CIEAM (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Bic da Amazônia; Coimpa; Honda; Copag; Mondial; UCB da Amazônia; Visteon; Sinaees; Águas de Manaus; Super Terminais; Midea Carrier; Abraciclo; Simmmem; Impressora Amazonense; Fieam; Caloi; Tutiplast Indústria; Recorfama Indústria; GBR Componentes; Embalagem Placibras; Atem; Vinci; Bemol e Fundação Rede Amazônica.

 Sobre o CIEAM

O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) é uma entidade empresarial com personalidade jurídica, ligada ao setor industrial, que tem por objetivo atuar de maneira técnica e política em defesa de seus associados e dos princípios da economia baseada na Zona Franca de Manaus (ZFM). Implementada pelo governo federal em 1967, com o objetivo de viabilizar uma base econômica no Amazonas e promover melhor integração produtiva e social entre todas as regiões do Brasil, a Zona Franca de Manaus é um modelo de desenvolvimento regional bem-sucedido que devolve aos cofres públicos mais da metade da riqueza que produz. Atualmente, são 600 empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM). O estado do Amazonas tem 546 mil empregos, dos quais 130 mil são diretos do PIM e garantem a preservação de 97% da cobertura florestal do Amazonas. Encerrou 2024 com um faturamento de R$ 204 bilhões.

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