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Aquisição da Rappi pela Amazon pode ser questionada pelo Cade? Entenda riscos e impactos

Fernando Canutto-Godke Advogados-Créditos da foto: Divulgação
Fernando Canutto-Godke Advogados-Créditos da foto: Divulgação

Participação de 12% da gigante americana na Rappi pode acirrar concorrência na América Latina e levantar análises regulatórias

A recente aquisição de 12% da Rappi pela Amazon, anunciada nesta segunda-feira (8), promete mexer com o mercado de delivery e tecnologia na América Latina.

Para o advogado Fernando Canutto, sócio do Godke Advogados e especialista especialista em Direito Empresarial, a operação não é apenas um investimento estratégico, mas também um movimento que pode gerar efeitos relevantes no ambiente concorrencial.

Segundo ele, a entrada da Amazon em uma das principais plataformas de entregas da região deve chamar a atenção de órgãos de defesa da concorrência. “Esse tipo de transação pode levantar questionamentos em instâncias como o Cade, já que envolve players de grande porte e com forte poder de mercado”, explica o advogado.

A avaliação considera ainda os riscos regulatórios. “Quando empresas desse porte fazem movimentos estratégicos, sempre há a possibilidade de análise mais aprofundada por parte das autoridades. O objetivo é verificar se há concentração de mercado ou práticas que possam limitar a concorrência”, pontua Canutto.

Além do aspecto concorrencial, os instrumentos utilizados na operação também merecem atenção. “Notas conversíveis são mecanismos comuns em transações dessa natureza. Elas permitem que o investidor, em determinado momento, transforme o valor aportado em participação societária, garantindo mais flexibilidade às partes envolvidas”, destaca o especialista.

Do ponto de vista prático, a participação da Amazon pode alterar a dinâmica do setor de delivery no Brasil e em outros países latino-americanos. “Essa movimentação tende a pressionar concorrentes a reverem estratégias e ampliarem investimentos em tecnologia, logística e serviços financeiros”.

Por fim, o especialista avalia que a disputa no setor deve se intensificar nos próximos anos. “Estamos diante de uma operação que pode redesenhar o mercado. A tendência é que consumidores e investidores sintam os reflexos desse movimento já no curto prazo”, conclui.

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