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Automação derruba em 99.4% o tempo de cálculo de comissões de grandes marcas

Divulgação/Magnific

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Empresas como Boston Scientific e Movida avançam na digitalização de rotinas operacionais para reduzir erros, aumentar controle e ganhar eficiência em escala

Processos que antes levavam dias para serem concluídos têm sido reduzidos a poucas horas com o avanço da automação em operações empresariais. Em uma das operações da Splitc, empresa especializada em automação do cálculo de remuneração variável, conduzida com a Boston Scientific, o cálculo de comissões caiu de cerca de uma semana para aproximadamente uma hora após a substituição de planilhas manuais por um fluxo estruturado e automatizado.

A mudança também trouxe maior transparência e confiabilidade aos dados, com dashboards em tempo real e regras mais claras, além de permitir a identificação de inconsistências que somavam mais de R$ 10 mil. A rastreabilidade das informações passou a registrar detalhadamente alterações realizadas, indicando responsáveis, momento e contexto de cada ajuste, um fator relevante em ambientes com alta exigência de controle e auditoria.

O movimento não se restringe ao setor de farma. Em operações de mobilidade, desafios como descentralização de dados e baixa integração entre sistemas também têm impulsionado a digitalização de processos críticos. Esse era o cenário da Movida, que realizava a gestão de comissões de cerca de 993 colaboradores por meio de planilhas e trocas de e-mails, sem um fluxo estruturado de aprovação ou histórico centralizado das informações. Segundo Gabriel Segers, cofundador e CEO da Splitc, “a operação envolvia múltiplas áreas e exigia alto esforço manual para consolidação de dados, aplicação de regras e validação de resultados, o que aumentava o risco de erros, retrabalho e fragilidades em termos de controle e compliance.” Além disso, a ausência de visibilidade sobre os cálculos impactava a transparência do processo para os próprios colaboradores.

Com a adoção de um modelo automatizado, a empresa passou a estruturar fluxos de aprovação, integrar dados e ampliar a rastreabilidade das informações, reduzindo o esforço operacional e aumentando o controle sobre a operação. A evolução do processo permitiu ainda a expansão da iniciativa para outros projetos internos, indicando ganho de escala e maturidade operacional.

Embora atuem em setores distintos, as duas empresas enfrentavam um ponto de origem semelhante: operações críticas sustentadas por processos manuais, pouco integrados e com baixa capacidade de escala. Nesse contexto, a automação deixa de ser apenas um ganho incremental e passa a atuar como um elemento estruturante, organizando dados, padronizando regras e criando maior previsibilidade.

Esse movimento acompanha uma tendência mais ampla de mercado. Estudo da McKinsey & Company indica que iniciativas de automação podem gerar entre 300 e 500 pontos-base de ganho de margem no varejo, ao reduzir custos operacionais e melhorar a tomada de decisão.

Segundo Segers, a automação vem assumindo um papel mais estratégico dentro das empresas. “À medida que as operações crescem em complexidade, manter processos manuais passa a representar não apenas um gargalo de eficiência, mas um risco de controle. A automação organiza a operação, dá previsibilidade e permite que decisões sejam tomadas com base em dados mais confiáveis”, conclui.

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