O Dia Internacional do Sexo (6/9) costuma ser marcado por campanhas provocativas, mas em 2025 ganha contornos econômicos com a ascensão de um brasileiro que transformou polêmica em negócio. Fábio Silva, conhecido como Binho Ted, é hoje um dos maiores criadores de conteúdo adulto do mundo, dono de um canal com mais de 3 bilhões de visualizações e presença entre os 10 mais assistidos do planeta, segundo rankings internacionais.
O feito não é apenas midiático. Ele revela a força de uma indústria bilionária que cresce em ritmo acelerado. De acordo com relatórios de mercado, o segmento global de entretenimento adulto online deve expandir a uma taxa anual superior a 8% até 2030, movimentando cifras na casa dos US$ 100 bilhões. Nesse cenário, a performance de Binho Ted o coloca como um case raro de profissionalização e escala dentro do setor.

O criador brasileiro consolidou sua marca por meio do projeto “Carona com o Ted”, que mistura entrevistas, bastidores e produções de apelo erótico. Mais recentemente, chamou atenção ao anunciar negociações para gravar com a modelo Andressa Urach, após já ter produzido conteúdos com o pai e a irmã da influenciadora. A parceria, se confirmada, pode se tornar um dos conteúdos mais consumidos do ano, aumentando a relevância do streaming adulto em território nacional.
“Meu papel foi mostrar que isso é indústria, não improviso. Existe planejamento, roteiro, investimento e retorno. O público consome, e os números falam por si”, afirma Binho Ted.

O contraste entre um Brasil que figura entre os maiores consumidores globais de pornografia, mas ainda trata o tema como tabu, é combustível para sua estratégia. Ao profissionalizar o setor e se posicionar como marca consolidada, Binho Ted abre caminho para um movimento mais amplo: a entrada do mercado adulto na pauta econômica, deixando de ser apenas marginalizado para ser reconhecido como parte da economia criativa digital.








