A Black Friday deixou de ser uma guerra de preços e migrou para onde o consumidor já está: no chat, no PIX e no smartphone. Com o avanço de recursos como o Instant Checkout da OpenAI — que integra compras diretamente no ChatGPT com marketplaces como Etsy e plataformas como Shopify — grandes varejistas começam a vender por recomendações dentro de assistentes conversacionais como ChatGPT e Gemini.
O Walmart desponta como referência ao unir descoberta e conversão no próprio fluxo de conversa, em que o bot sugere produtos e informa sua procedência. No front do consumo, o mobile se consolidou: segundo a Kobe, 73% das compras na Black Friday 2024 foram feitas por smartphones, e os aplicativos registraram tíquete médio 50% maior que sites responsivos, o que reforça a centralidade de uma estratégia de app. Social e live commerce ganham tração como canais de descoberta e conversão, acelerando jornadas omnicanal mais curtas e fluidas.
“A decisão deixou de ser só preço; vence quem integra conteúdo ao checkout rápido, oferece retirada na loja sem atrito e garante experiência consistente em todos os canais”, avalia Alexsandro Monteiro, especialista em varejo e inovação. No pagamento, o PIX avança como método preferido nos picos de demanda, enquanto a tokenização eleva a taxa de aprovação e reduz exposição, deslocando o risco para golpes de engenharia social e tomada de contas. “Quem não tiver IA no front e no back vai ficar para trás: modelos como ChatGPT e Gemini já fazem triagem, atendimento em massa e alimentam prevenção a fraudes em tempo real”, aponta Monteiro.








