Plataforma faz análise completa do “preço promocional”, frete e identifica “ciladas”
POR: Camilla Bordon Ramaciotti
A poucos dias da Black Friday no Brasil, que acontece no dia 29 de novembro, muito se fala sobre segurança e cuidados que o consumidor deve tomar, os números assustam, mas ferramentas como a Black ou Fraude, desenvolvida pelo Reduza especialmente para a semana da Black Friday, ajudam o consumidor a identificar falsas promoções e evitar prejuízos. A data que é importada da tradição norte-americana cresce ano após ano no país, e já é considerado um dos principais eventos de compras no Brasil, tanto para o comércio eletrônico quanto para o varejo físico. As lojas estão cada vez mais amadurecidas, e lutam para abandonar o apelido de “Black Fraude”, termo dado pelos consumidores para as lojas que praticam a maquiagem de preços, prática também conhecida como “metade do dobro”, que consiste em aumentar os preços antes da data do evento para depois baixá-los de forma proposital, mesmo que tal prática tenha diminuído com o passar dos anos, o problema continua em grande parte das lojas e ainda incomoda o consumidor.
Segundo uma pesquisa recente realizada pelo Reclame Aqui, que conversou com mais de 3000 consumidores, apenas 4,07% dos entrevistados confiam plenamente na Black Friday, outros 95,93% confiam parcialmente ou não confiam. Já um levantamento realizado pelo Procon-SP sobre a Black Friday de 2018, a maquiagem de preço foi o principal problema reportado pelos consumidores com 145 denúncias (30,33%). Produto/serviço oferecido não disponível (19,87%), mudança de preço ao finalizar a compra (18,20%), pedido cancelado pela empresa após finalização da compra (16,53%), site intermitente (6,69%) e sites que não permitem pagamento via boleto bancário ou débito em conta (1,67%).
Esses dados sinalizam a importância do uso de ferramentas para comparar e monitorar preços antes de fechar uma compra, porém o Brasil é um país gigante e a grande pegadinha pode estar além do preço do produto, o valor do frete por exemplo, pode representar até 40% do valor da compra e variar em até 400% de uma loja para outra, outro cuidado importante é com a forma de pagamento, onde a maioria dos comparadores apontam o menor preço para o valor à vista, o que pode confundir o consumidor e fazê-lo pagar mais caro ao finalizar a compra, caso queira comprar de forma parcelada.
Além da maquiagem de preço outro problema grave em época de Black Friday são os golpes através de falsas promoções que aparecem por e-mail ou em redes sociais, é cada vez mais comum, propagandas com preços impraticáveis, que chamam a atenção e levam para páginas clonadas das lojas, que são sites falsos usados para dar golpes ou roubar dados bancários, prática também conhecida como phishing. O Black ou Fraude, faz uma análise da URL para identificar se trata-se do site oficial da loja, ou se pode ser um site clonado por criminosos que pode leva-lo a um golpe.
O uso da ferramenta é bem simples, basta copiar o link do produto da loja que anunciou a promoção, colar no site Black ou Fraude (https://www.reduza.com.br/blackoufraude), clicar em “verificar preço”, informar o seu CEP e automaticamente e em poucos segundos a plataforma retornará informações sobre o preço com relação a outras lojas, outras datas, buscará cupons de desconto e ainda calculará o valor do frete para determinar o valor final da compra, e comparar de forma que ajude o consumidor a economizar de verdade, outro recurso interessante é o sistema de alerta de preço e frete grátis, que pode ajudar o usuário a monitorar um determinado produto para comprar na Black Friday ou no Natal. Para Alessandro Fontes, co-fundador da startup “a informação e o planejamento são os grandes aliados do consumidor, tanto na Black Friday, quanto em outras datas. Então compare, monitore e principalmente use cupons de desconto para economizar ainda mais”.
“Todo cuidado é pouco, principalmente em época de Black Friday”, afirma Lucas Pelegrino, co-fundador do site e responsável pela tecnologia da empresa, e que listou algumas dicas fundamentais de segurança para fugir desse tipo de prática.
1. Desconfie de preços muito baixos;
Viu uma promoção incrível no Facebook, Instagram ou em seu e-mail?
Cuidado, o preço é o primeiro sinal para esse tipo de golpe, que geralmente oferece produtos incríveis com preços praticamente impossíveis, que na Black Friday pode confundir o consumidor e levá-lo a um prejuízo.
2. Confira o link/URL destino da promoção;
Ao abrir o anúncio, faça uma análise da URL, que é o link que te levou ao site da promoção. Veja se realmente é o domínio oficial da loja em questão, na dúvida acesse o site da loja diretamente ou através do Google e pesquise pelo item da promoção.
Se for uma loja que não é popular, faça buscas nas redes sociais, sites de reclamações, lista do Procon, ligue na loja e na dúvida não compre, prefira sites confiáveis que você já conhece e que são mais populares.
3. Confira o nome da página ou perfil que divulgou a promoção;
É muito comum esse tipo de golpe o anúncio partir das redes sociais que tentam remeter ao nome da loja, ou nome de uma promoção. Então fique de olho e veja se é a página ou perfil oficial da loja que está anunciando.
4. O “cadeadinho verde”, ou HTTPS, não é garantia de segurança nesses casos
Muito se ensina sobre sites seguros na internet, e para a importância de comprar em sites com selos de segurança, que na verdade garantem sigilo dos dados e não se o site é confiável, inclusive muitos desses sites clonados já trazem URL’s com protocolos “https://”, que é importante mas não garante se você está em um site confiável, por isso fique ligado nas dicas anteriores também.
