Lacuna de competências é apontada como principal obstáculo às empresas até 2030, segundo o Fórum Econômico Mundial. Profissionalização da gestão é saída para o desafio
Durante décadas, promover à liderança quem apresentava o melhor desempenho técnico foi prática comum nas empresas. Mas diante da inteligência artificial, das mudanças regulatórias e da complexidade crescente das decisões de negócio isso vem perdendo força. Hoje, além do domínio de uma área específica, a visão simultânea de estratégia, pessoas, finanças e inovação tem peso significativo nas competências para o cargo de gestão.
“O desafio está na mudança de papel, pois o profissional deixa de responder só pela própria entrega e passa a promover a cultura organizacional, resultados e times inteiros, funções que raramente fizeram parte de sua formação original”, esclarece Raquel Schürmann gerente executiva da Fritz Müller – Hub de Conhecimento.
O relatório Future of Jobs 2025, do Fórum Econômico Mundial, projeta que 39% das competências exigidas pelos trabalhadores devem mudar até 2030, com destaque para pensamento analítico, resiliência e liderança entre as habilidades que mais crescem em importância. O mesmo levantamento aponta a lacuna de competências como o principal obstáculo à transformação dos negócios, citado por 63% dos empregadores entrevistados. “Esses números são um sinal de que a dificuldade não está em contratar talento técnico, e sim em formar quem sabe conduzi-lo. É a busca pelo que o mercado está chamando de liderança T-shaped. Para isso, o próximo degrau da escalada é o da formação executiva”, esclarece Raquel.
O perfil T-shaped é o de profissionais que mantêm profundidade técnica em sua área, mas desenvolvem visão ampla do negócio, conectando estratégia, operações, pessoas e tecnologia. É essa lacuna que programas de formação executiva vêm tentando endereçar, com foco menos na administração tradicional e mais em capacidade de decisão e liderança em ambientes complexos.
É nesse cenário que surge uma busca crescente por programas voltados à profissionalização da gestão. “Somos representantes em Santa Catarina da Fundação Dom Cabral (FDC), que está entre as melhores escolas de negócios do mundo. Com base em uma metodologia exclusiva, programas como a pós-graduação em Gestão, que é voltado a profissionais que já ocupam ou se preparam para posições de liderança, trazem uma jornada prática, com simulações empresariais e desafios reais vividos pelas empresas participantes”, afirma Raquel. Entre os eixos do curso estão estratégia e negócios, finanças empresariais, liderança adaptativa, inovação, governança e pensamento sistêmico aplicado a dados, combinando aporte teórico atualizado com aprendizagem prática, incluindo hackathons e sprints de projetos.
“O mercado não está mais em busca de quem sabe fazer melhor uma única coisa, e sim de quem consegue enxergar como as peças de um negócio se conectam. É essa visão sistêmica que o programa busca desenvolver”, diz Raquel.








