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Brasileiros lançam plataforma inovadora de remessas com blockchain para imigrantes latinos nos EUA

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Nova frente da PTX Group, a PTX Exchange aposta em tecnologia descentralizada para remessas internacionais mais rápidas e acessíveis; plataforma oferece transferências de dinheiro via WhatsApp com 90% das transações concluídas em menos de um minuto

O PTX Group, ecossistema integrado de serviços financeiros para imigrantes criada por brasileiros, acaba de anunciar o lançamento da PTX Exchange, nova plataforma de remessas do grupo, baseada em tecnologia blockchain e projetada especificamente para imigrantes latino-americanos nos Estados Unidos. O serviço, que fica disponível à partir da terceira semana de maio e operando sob a marca PTX Exchange, permite aos usuários enviar dinheiro para Brasil, México, Guatemala, Colômbia e República Dominicana, utilizando o app ou diretamente pelo WhatsApp, com 90% das transações sendo concluídas em menos de um minuto.

O lançamento marca uma expansão estratégica para o PTX Group, que desde 2022 vem consolidando sua atuação com a PTX Insurance, braço de seguros comerciais e pessoais voltado à comunidade imigrante e empreendedora. Segundo a empresa, a operação já reúne mais de 2 mil clientes ativos em 15 estados americanos e supera US$5 milhões em vendas recorrente anual, base sobre a qual o grupo agora constrói uma plataforma mais ampla de soluções financeiras.

Ao aproveitar a tecnologia blockchain para eliminar intermediários bancários tradicionais, a PTX Exchange oferece taxas de transação até 30% menores que bancos tradicionais, mantendo os padrões de conformidade regulatória e atendimento ao cliente que definiram as operações de seguros da empresa.

Resolvendo o desafio das remessas para imigrantes

A entrada no mercado de remessas responde a uma dor que a companhia afirma acompanhar de perto na relação cotidiana com sua base de clientes, composta principalmente por empreiteiros imigrantes e proprietários de pequenas empresas. “Vimos nossos clientes constantemente frustrados com taxas ocultas, transferências lentas e atendimento frio e impessoal ao enviar o dinheiro suado para casa”, conta  Darley Tomaz, sócio e fundador do grupo.

Segundo ele, ao começar a construção da base da PTX Insurance, essa já era uma demanda latente: “As plataformas tradicionais ainda tratam os imigrantes como números de transação, escondendo margens de taxa de câmbio e não oferecendo suporte real quando surgem problemas. O principal deles é quando essas pessoas precisam enviar valores maiores para honrar os pagamentos de imóveis que muitas compram no Brasil”.

O mercado de remessas da América Latina representa um fluxo anual de US$170 bilhões, com perspectiva de atingir $220 bilhões em 2030 e tendo os Estados Unidos servindo como o principal país de origem. No entanto, os serviços tradicionais de transferência de dinheiro frequentemente cobram spreads de até 3% nas taxas de câmbio, enquanto o PTX Exchange tem como meta spreads de 1,2% ou menores através de sua infraestrutura blockchain e acesso direto ao mercado.

Abordagem alta tecnologia e toque humano

A aposta da empresa está em usar a infraestrutura blockchain para reduzir a dependência de intermediários bancários, encurtar o tempo de processamento e dar mais competitividade ao custo final da operação. Na prática, a proposta é tornar a transferência internacional mais direta e menos onerosa para o usuário final, enquanto a complexidade tecnológica fica nos bastidores.

“Nosso cliente não precisa entender blockchain. Ele precisa sentir que o dinheiro chega com mais agilidade, segurança e clareza. A tecnologia precisa trabalhar a favor da simplicidade, não criar mais barreiras e taxas, como tradicionalmente acontecem com transferências internacionais hoje em dia”, afirma Darley.

A PTX Exchange também se diferencia através do que a empresa chama de filosofia “High Tech, High Touch” (Alta Tecnologia, Alto Toque Humano), combinando justamente a eficiência da blockchain com atendimento ao cliente centrado no ser humano. Ao contrário dos aplicativos de remessa tradicionais que dependem de chatbots e seções de perguntas frequentes, a PTX Exchange fornece suporte direto via WhatsApp, onde os clientes podem iniciar transferências, acompanhar o progresso e resolver problemas através da mesma interface simplificada que usam para comunicação familiar, com suporte em inglês, português e espanhol.

“Em vez do seu dinheiro fazer um voo com várias escalas, criamos uma rota direta”, explicou Tomaz. “O destinatário vê os fundos em minutos em vez de dias, e o remetente economiza dinheiro que de outra forma iria para bancos intermediários”, complementa o founder.

Ecossistema financeiro completo

A nova plataforma de remessas reforça uma  visão ainda mais ampla do PTX Group de se tornar o principal hub financeiro para empreendedores imigrantes. Com o lançamento, a empresa quer construir um ecossistema financeiro desenhado para a realidade de quem vive, trabalha e empreende em outro país. O plano é alcançar 10.000 clientes ativos de remessas até o primeiro trimestre de 2027, expandindo posteriormente  para serviços bancários, incluindo contas empresariais e pessoais, seguro viagem e cartões de crédito garantidos, projetados especificamente para imigrantes que estão em fase de construção do  histórico de crédito nos Estados Unidos.

O contexto de mercado ajuda a explicar a oportunidade. Dados recentes do Banco Mundial mostram que as remessas para países de baixa e média renda devem ter alcançado US$685 bilhões em 2024, enquanto estudos do BID indicam continuidade da relevância dessas transferências para a América Latina e o Caribe em 2025.

Esta abordagem integrada aborda o que Tomaz descreve como uma “lacuna sistêmica” no sistema financeiro americano. “Os bancos tradicionais não entendem a jornada do empreendedor imigrante. No entanto, ele movimenta a economia nacional, abre empresas, contrata pessoas, paga impostos e, ao mesmo tempo, mantém vínculos econômicos profundos com seus países de origem. Por isso, estamos construindo todos os serviços que eles precisam em um só lugar, desde proteção patrimonial  com seguros adequados até enviar quantias  para a família. Tudo entregue por pessoas que entendem seu idioma e seus desafios diários”, conta.

Da necessidade à solução

A trajetória do PTX Group ajuda a explicar a proposta e reflete a experiência pessoal de seu sócio e produtor Darley Tomaz. Fundador da operação, ele  imigrou do Brasil para os EUA após liderar projetos de prevenção a fraudes no setor financeiro brasileiro. A decisão de ir para os EUA nasceu de um choque de valores éticos e exaustão profissional, explica Tomaz.

“Trabalhava mais de 12 horas por dia em um sistema onde havia interesse real em manter os problemas que eu fui contratado para resolver. Durante minha lua de mel nos EUA, analisei os dados com clareza: apenas o setor financeiro americano representava 2,5 vezes o PIB inteiro do Brasil. Se era para trabalhar tão duro, decidimos fazer isso no mercado mais competitivo do mundo”.

Em 2022, Tomaz fundou a Anchor Insurance (hoje PTX Insurance) em Everett, Washington, identificando uma lacuna crítica no mercado: a falta de suporte adequado ao sistema de seguros americano por parte da comunidade imigrante. “Percebi que esse público, composto majoritariamente por empreiteiros e donos de pequenos negócios, estava sendo negligenciado pelo mercado tradicional. A dor não era apenas comprar um seguro, mas a ausência de orientação confiável para lidar com burocracias, proteção patrimonial e expansão de negócios em um ambiente regulatório mais rígido e complexo”, diz. Impacto bilateral

Mais do que vender apólices ou processar transferências, a empresa afirma ter sido estruturada para funcionar como parceira estratégica de empreendedores imigrantes. Nos Estados Unidos, o PTX Group contribui para a estabilidade econômica local protegendo empresas que geram empregos e pagam impostos. Através da PTX Insurance e PTX Growth, empreendedores latinos operam com total conformidade regulatória, evitando processos judiciais que poderiam destruir negócios overnight. “Ao protegermos esses negócios com precisão americana, garantimos a manutenção de empregos e estabilidade das comunidades locais”, disse Tomaz.

No Brasil e demais países atendidos, a PTX Exchange injeta capital vital que movimenta a economia na base. De acordo com Tomaz, eliminando taxas abusivas dos bancos tradicionais, uma fatia maior do dinheiro dos imigrantes chega efetivamente ao destino, financiando tratamentos médicos, educação e sustentando pequenos negócios de milhares de famílias.

“Ajudamos o imigrante a construir seu império nos EUA com segurança legal, enquanto garantimos que o fruto do sucesso desenvolva seu país de origem com justiça e agilidade”, resumiu.

Um caso emblemático da abordagem integrada do PTX Group aconteceu quando o próprio Darley estava no Alaska e recebeu uma ligação de emergência em um sábado. Um cliente estava prestes a perder um contrato milionário para renovação de rede de fibra óptica municipal porque a adequação dos seguros não estava completa. “A proteção adequada era a chave que faltava para assinar o contrato”, lembrou. O resultado transformou o patamar financeiro e operacional do cliente.

“Esse tipo de episódio resume a lógica por trás desse novo movimento. O que estamos construindo não é apenas uma ferramenta financeira. É uma estrutura para reduzir atrito, proteger patrimônio e ampliar as possibilidades de crescimento de uma comunidade que já provou sua capacidade de empreender e gerar valor”, resume Tomaz.

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