Doutores da Unimed Franca apontam que prevenção, acompanhamento contínuo e promoção da qualidade de vida ganham protagonismo diante do envelhecimento da população e do avanço das doenças crônicas
O aumento da expectativa de vida dos brasileiros e o crescimento das doenças crônicas vêm acelerando uma mudança na forma como pacientes e operadoras de saúde encaram o cuidado médico. Doutores da Unimed Franca observam que a procura por iniciativas de medicina preventiva, promoção da saúde e acompanhamento contínuo tem crescido à medida que consumidores passam a valorizar estratégias capazes de evitar complicações futuras, reduzir internações e preservar a qualidade de vida. Na cooperativa, esse trabalho é desenvolvido também por meio do Espaço Viver Bem de Medicina Preventiva, localizado no Clube AEC Castelinho, que oferece programas voltados a portadores de doenças crônicas, Escola da Coluna, obesidade infantil e adulta, diabetes, entre outras iniciativas. O movimento acompanha uma transformação do próprio modelo assistencial, que deixa de concentrar esforços apenas no tratamento de doenças para investir cada vez mais na prevenção.
Segundo Dr. Daniel Martiniano Haber, Diretor Superintendente da Unimed Franca e responsável pelo Provimento da Operadora, área que gere os programas do Espaço Viver Bem, além de Diretor Presidente da Unimed Federação Intrafederativa Nordeste Paulista, essa mudança representa uma evolução importante na assistência à saúde. “A prevenção deixou de ser apenas uma recomendação médica para se tornar uma estratégia fundamental de qualidade de vida. Quanto mais cedo conseguimos identificar fatores de risco e acompanhar os pacientes, maiores são as chances de evitar complicações e preservar a saúde ao longo dos anos”, afirma.
O cenário brasileiro reforça essa tendência. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população com 60 anos ou mais continuará crescendo nas próximas décadas e deverá representar uma parcela cada vez maior dos brasileiros. Ao mesmo tempo, o Ministério da Saúde aponta que doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão, diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares, respondem por cerca de 70% das mortes no país. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também destaca que grande parte desses agravos pode ser evitada ou controlada por meio de hábitos saudáveis, acompanhamento médico periódico e identificação precoce de fatores de risco, reduzindo impactos sobre os sistemas de saúde e sobre a qualidade de vida da população.
Para especialistas, esse novo contexto exige uma atuação mais próxima entre operadoras, profissionais de saúde e pacientes, com foco em acompanhamento contínuo, educação em saúde e estímulo à adoção de hábitos preventivos. “Quando o cuidado passa a acontecer antes do surgimento das complicações, os benefícios aparecem para todos. O paciente preserva sua qualidade de vida, os profissionais conseguem atuar de forma mais eficiente e o sistema de saúde reduz a necessidade de procedimentos de alta complexidade que poderiam ser evitados”, destaca Haber.
A consolidação da medicina preventiva acompanha uma tendência internacional e indica que o futuro da assistência à saúde será cada vez mais orientado pela antecipação de riscos e pelo cuidado contínuo. Em um país que envelhece rapidamente e convive com alta incidência de doenças crônicas, investir em prevenção deixa de representar apenas uma estratégia para reduzir custos e passa a ser uma das principais ferramentas para ampliar longevidade, bem-estar e sustentabilidade do sistema de saúde.

