A tradicional cervejaria alemã Hofbräu München (HB), pertencente ao Estado da Baviera, e pela primeira vez em sua história, terá a produção da sua famosa Weiss Bier fora da Alemanha para fins de distribuição, e o Brasil foi o país escolhido
O Brasil é o terceiro maior consumidor de cerveja no mundo, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Considerando o potencial do mercado brasileiro, a tradicional cervejaria alemã Hofbräu München (HB) — que pertence ao estado da Baviera e que foi a fornecedora oficial da Corte Real Bávara, além de ser a cerveja que deu origem à primeira Oktoberfest, resolveu migrar o negócio no Brasil de exportação para produção local. É a primeira vez em sua história, que sua famosa Weiss Bier será produzida fora da Alemanha para fins de distribuição. Essa operação no Brasil será coordenada pela Bier Wein, importadora fundada em 1986 e especializada em cervejas especiais desde 1993.
Um processo rigoroso de homologação foi conduzido pelo Diretor Industrial e Mestre Cervejeiro da HB, Sr. Thorsten, em meados de 2025, quando visitou o Brasil e analisou algumas potenciais fábricas. O parceiro fabril escolhido foi a NewAge Bebidas, localizada na cidade de Leme, interior de São Paulo. A empresa foi fundada em 1988 e seu parque fabril conta com uma cervejaria. Marcas famosas como Schweppes, Crush e Gini, além do refrigerante Guaraná Cruzeiro fazem parte de sua história. A planta fabril de 20.000 m2 está instalada em uma área de 56.000 m2 com capacidade de produção de 300.000 hl/ano. Hoje, a Newage produz e comercializa mais de 337 produtos diferentes, sendo 131 de marcas próprias e 206 de terceiros.
“A chegada da Hofbräu München ao Brasil representa um marco histórico para o mercado cervejeiro nacional. Estamos falando de uma cerveja com qualidade excepcional, tradição secular e enorme relevância para o setor. Sermos escolhidos para conduzir a produção no país é uma responsabilidade grandiosa — e, ao mesmo tempo, motivo de imenso orgulho. É um passo que fortalece nossa trajetória e reafirma nosso compromisso com a excelência”, afirma Fabio Violin, Diretor Comercial da Newage.
O primeiro lote das cervejas Hofbräu Lager e Hofbräu Weiss estará pronto e disponível para comercialização em março de 2026. Todo o processo de produção foi acompanhado pessoalmente pelo Max Müllner, que integra o time de mestres cervejeiros da HB e ficou na NewAge por quase 02 meses acompanhando toda a produção.
Rudolf Seider, diretor Comercial da HB, esteve ano passado no Brasil e também se envolveu em todo o projeto.
“Após mais de 20 anos exportando com sucesso suas cervejas para o Brasil, a Hofbräu München deu um importante passo estratégico ao decidir produzir parte de seu portfólio de cervejas localmente no Brasil. A mudança para a produção local também contribui para a sustentabilidade ambiental, reduzindo o transporte de contêineres e a pegada de carbono”, explica Seider.
O processo acontecerá sob detalhada supervisão dos mestres cervejeiros de Munique, garantindo que a receita, os ingredientes e a qualidade sigam fielmente os padrões da Hofbräu original.
“Pela primeira vez, a Hofbräu Weissbier será produzida para o mercado externo e essa mudança permite à Hofbräu München reduzir significativamente os processos de transporte, que são longos, complexos e dispendiosos, garantindo que os consumidores brasileiros possam desfrutar de uma das marcas de cerveja premium mais icônicas da Alemanha”, ressalta Seider.
Inicialmente serão produzidos dois estilos da HB em solo nacional: a HB Weissbier, uma cerveja de trigo de com aromas frutados como banana, damasco além das notas de cravo, característica do estilo, e a HB Lager, uma Lager, do estilo Helles com uma lupulagem equilibrada que se tornou um dos rótulos mais queridos na Alemanha. “A levedura, os maltes especiais e os lúpulos utilizados no processo de fabricação da HB serão importados. Apenas a água e o malte pilsen e de trigo serão nacionais”, afirma Marcelo Stein, sócio da Bier Wein.
Com a produção nacional da HB, a tendência é que o valor final da cerveja tenha uma redução de 20%, já que não terá mais taxas de importação e custos logísticos. “Outro ponto importante que vale ressaltar é que os consumidores terão mais facilidade em encontrar a cerveja nos pontos de venda, pois o processo de abastecimento será mais contínuo, fora que ela estará mais fresca, enfim, serão vários benefícios”, pontua Stein.








