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Clínicas odontológicas entram no ranking das maiores do país após salto de faturamento

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Reconhecimento da Clinicorp aponta maturidade de gestão e marketing como fator decisivo para escalar resultados no setor

O avanço da profissionalização na odontologia brasileira começa a aparecer nos números. Clínicas localizadas em diferentes regiões do país passaram a figurar entre as cinco maiores do Brasil em faturamento, segundo levantamento interno da Clinicorp, maior plataforma de gestão do setor.

O ranking considera dados operacionais consolidados da base do sistema e evidencia uma mudança estrutural no mercado: o improviso deixou de sustentar negócios digitais em saúde.

Ricardo Novack, administrador e especialista em gestão de clínicas, avalia que os resultados refletem uma virada de chave no setor. “Essas clínicas deixaram de tratar marketing como tentativa e erro e passaram a operar como empresas. Existe controle de indicadores, jornada do paciente bem definida e decisões baseadas em dados. É isso que sustenta faturamento alto de forma recorrente”, afirma.

Os números ganham ainda mais relevância em um mercado no qual a maioria das clínicas segue enfrentando dificuldades para transformar visibilidade digital em receita. Dados do Panorama das Clínicas e Hospitais 2025 mostram que 74% das clínicas brasileiras investem em marketing, mas apenas 24% operam com estratégias estruturadas de conversão. 

Nesse cenário, as clínicas reconhecidas pela Clinicorp se destacam por integrar gestão, atendimento e posicionamento digital orientado a resultado.

No topo do ranking aparece a Encanttá Odontologia, liderada por Felipe Alexandre Souza, com média mensal de faturamento de R$ 600 mil em 2025. Em seguida, a Essence Odontologia, comandada por Gregori e Nathalia Maitelli, registra média de R$ 620 mil. 

A New Dent Odontologia, de Bárbara e Fernando Dembiski, alcança a maior média do grupo, com R$ 830 mil mensais até setembro. Completam a lista a Infinittá Odontologia, de Ariane Longuini, e a Ortocentro Feira, de Marcos Antônio, ambas com faturamento médio mensal acima de R$ 400 mil.

Para Novack, o desempenho financeiro dessas clínicas não está ligado apenas à demanda, mas à forma como a operação é conduzida. “Não é volume de lead que gera resultado, é conversão. Quando a clínica entende onde perde paciente, organiza processos e acompanha métricas, o crescimento deixa de ser pontual e passa a ser previsível”, observa.

Esse movimento ocorre em um ambiente de concorrência crescente e pacientes mais informados, que comparam preço, atendimento e reputação antes de decidir. Clínicas que mantêm comunicação genérica e processos desorganizados tendem a perder espaço. “O paciente percebe rapidamente quando não há método. Atendimento lento, falta de clareza e ausência de autoridade derrubam a confiança antes mesmo da consulta”, diz.

Outro ponto comum entre os vencedores é a integração entre marketing e operação. Conteúdo educativo, presença digital consistente e prova social são usados como parte da jornada do paciente, e não como ações isoladas. 

Segundo Novack, essa integração é determinante para sustentar faturamentos elevados. “Marketing deixou de ser vitrine e passou a ser ferramenta de gestão. Quando ele conversa com a recepção, com o financeiro e com o pós-atendimento, o faturamento responde”, declara.

O reconhecimento baseado nos dados da Clinicorp funciona como um termômetro da maturidade do setor. Mostra que clínicas de diferentes portes e regiões conseguem escalar quando abandonam o improviso e adotam método, processos e controle. “O recado é claro: quem trata clínica como negócio cresce; quem insiste em operar no instinto fica para trás”, conclui.

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