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Com FII listado na B3, Rooftop consolida quarto produto imobiliário do país

Daniel Gava, fundador e CEO da Rooftop (@danielgava)
Daniel Gava, fundador e CEO da Rooftop (@danielgava)

Oito em cada dez operações do HomeCash quitam empréstimos e financiamento de bancos de acordo com a Proptech, que movimentou mais de R$ 55 milhões no primeiro semestre de 2025

Oito em cada dez pessoas que realizam a operação do HomeCash conseguem quitar sua situação financeira perante bancos e financeiras. O índice, revelado pela Rooftop, startup pioneira em soluções de liquidez para proprietários de imóveis de alto padrão, ajuda a entender como a solução se tornou a quarto  principal solução de liquidez imobiliária do país. Somente entre janeiro e junho de 2025, a modalidade movimentou mais de R$ 55 milhões — e a expectativa é encerrar o ano com alocação acima de R$ 120 milhões, com projeção de alocar novos R$ 200 milhões até o final de  2026.

De acordo com Daniel Gava, CEO e  fundador da Rooftop, a justificativa por trás desses números muito se dá por conta das condições favoráveis atreladas ao produto em comparação aos concorrentes. “A flexibilidade e a previsibilidade do modelo dão tempo ao cliente condições saudáveis para reorganizar sua vida financeira e reaver o patrimônio em condições justas, se for o caso”, explica.

No HomeCash, o proprietário vende seu imóvel para um fundo de investimento e recebe, à vista, cerca de 60% do valor avaliado e pode optar por recomprá-lo em até um ano e meio, pagando aproximadamente 80% da avaliação inicial. A ideia é que ele consiga ajustar a sua vida financeira e possa reaver o bem no final do processo a um preço justo e formalizado no início da operação. Durante o período, segue morando no imóvel e paga aluguel mensal equivalente a 0,5% do valor de recompra.

O processo é acompanhado por suporte jurídico de primeira linha da empresa, sem custos adicionais, e ainda conta com flexibilidades que ajudam a explicar os altos índices de adimplência, como a possibilidade de usar um financiamento bancário novo ou saldo do FGTS na recompra. Outro diferencial permite que, caso o cliente decida não reaver o bem, o ex-proprietário pode autorizar uma nova venda do bem à terceiros em conjunto com a Rooftop, recebendo integralmente a diferença entre o preço de recompra acordado e o valor da venda ao terceiro.

A alta na demanda pelo produto ajudou a proptech a encerrar o primeiro semestre com alta de 67% em volume de operações, em comparação ao segundo semestre de 2024. A receita também acompanhou o movimento de avanço tendo registrado crescimento de 52% no período. Os valores chamam a atenção em um mercado marcado pela dificuldade de transformar patrimônio imobiliário em capital imediato. 

“O desempenho mostra a maturidade da operação e a evolução do nosso modelo de negócios ainda que em cenários macroeconômicos desafiadores, como o altíssimo custo de capital enfrentado nos últimos anos. Isso mostra a resiliência do nosso modelo de negócios que tende a acelerar ainda mais na medida em que a SELIC entrar em tendência de queda, facilitando a conversão e melhorando as condições de proposta aos nossos clientes”, adiciona o executivo.

Público e principais motivações

Um levantamento interno da Rooftop definiu o perfil médio do tomador como um homem, empresário, com renda mensal de R$ 45 mil e dono de um imóvel residencial de alto padrão avaliado entre R$ 1 milhão e R$ 7 milhões em São Paulo. O público masculino responde por mais de 80% das operações, concentradas na faixa etária de 40 a 70 anos. As motivações se dividem, principalmente, em dois grandes destaques: 40% buscam reorganizar dívidas, enquanto 30% pretendem investir no próprio negócio ou em novas iniciativas.

“O HomeCash se consolidou como a melhor alternativa para empresários e famílias de alto padrão que precisam de liquidez imediata sem precisar abrir mão definitivamente do seu patrimônio no final do ciclo do produto”, conclui Gava

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