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Com impacto ambiental 96% menor que a soja, veja 5 razões para apostar na proteína de micélio 

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Cereal matinal à base do ingrediente Neutra Pro (proteína de micélio),

desenvolvido pela Typcal. Crédito imagem: Guto Souza
Cereal matinal à base do ingrediente Neutra Pro (proteína de micélio), desenvolvido pela Typcal. Crédito imagem: Guto Souza

Fonte para um futuro alimentar sustentável, solução combina alto valor nutricional e produção com baixa emissão de CO2

Com previsão de crescimento de US$ 15,7 bilhões para US$ 25,2 bilhões entre 2024 e 2029, o mercado global de novas proteínas avança em ritmo acelerado, segundo a MarketsandMarkets. O movimento, acelerado pela demanda por sustentabilidade, eficiência e inovação na alimentação vem abrindo espaço para fontes alternativas como a proteína de micélio, cultivada em biorreatores, com baixo impacto ambiental e escalabilidade. 

No Brasil, a Typcal, primeira foodtech da América Latina a trabalhar com fermentação de micélios, já investe na solução para transformar resíduos industriais em alimentos de alto valor nutricional. “É preciso acelerar a transição para um sistema alimentar mais resiliente, capaz de atender à demanda global sem agredir o meio ambiente. Por isso, queremos oferecer produtos que não sejam apenas nutritivos e saborosos, mas que também tenham um impacto ambiental significativamente menor. Ao transformar resíduos da indústria de alimentos, utilizando biotecnologia, em proteína de alto valor nutricional, mostramos que é possível unir inovação, produtividade e sustentabilidade. Essa é a chave para um futuro alimentar eficiente, com retorno econômico sustentável para toda a cadeia”, aponta Paulo Ibri, CEO da Typcal.

Diante desse cenário, o executivo listou cinco razões pelas quais a proteína de micélio é uma aliada para um futuro mais sustentável:

1. Eficiência produtiva 

Com a tecnologia da Typcal é possível gerar até 7.000 vezes mais proteína por metro quadrado do que a soja, uma das principais fontes de proteínas vegetais do mundo. Essa eficiência permite produzir mais com menos espaço e em menor tempo. “O alto rendimento por metro quadrado permite escalar a produção com menos recursos e infraestrutura, tornando o modelo mais viável para atender a demanda global por proteínas”, explica Ibri.

2. Redução de emissões e uso de recursos naturais

Diferentemente da pecuária e da agricultura convencional, o cultivo do micélio não depende de grandes extensões de terra, volumes elevados de água ou insumos agrícolas intensivos. O processo produtivo emite 98% menos CO2 e reduz a pegada hídrica em 99,8% quando comparado à carne bovina. Em relação à soja, apresenta 94% menos emissões de gases de efeito estufa e 96% menos consumo de água. “Isso representa um avanço importante na mitigação dos impactos ambientais da produção de alimentos. Ao evitar o uso intensivo de recursos naturais, a biotecnologia contribui diretamente para o cumprimento de metas climáticas globais”, explica o executivo. 

3. Mais resiliência produtiva e estabilidade no abastecimento

Por ser produzida em ambientes controlados, a proteína de micélio não depende das condições climáticas ou das estações do ano. Essa independência torna o processo altamente resiliente a desafios como secas, degradação do solo e eventos climáticos extremos. “O cultivo é realizado de forma totalmente indoor, em biorreatores controlados, o que permite um fornecimento contínuo, previsível e com menor exposição a riscos externos”, destaca o CEO.

4. Uso de resíduos como matéria-prima

A produção de proteína de micélio pode ser feita a partir de resíduos industriais, como subprodutos da própria indústria de alimentos, promovendo uma abordagem alinhada à bioeconomia circular. “A meta é elevar a eficiência e a sustentabilidade de toda a cadeia alimentar, promovendo um ciclo produtivo mais circular e consciente”.

5. Inovação alimentar na indústria 

Graças à sua versatilidade e sabor neutro, a Neutra Pro, ingrediente da Typcal à base de proteína de micélio,  pode ser incorporado em diversas categorias de alimentos, como carnes, snacks, pães e massas. Isso permite à indústria reformular produtos com menor impacto ambiental, mantendo sabor, textura e apelo ao consumidor. “A biotecnologia é uma aliada estratégica para marcas que desejam atender à crescente demanda por produtos sustentáveis e inovadores, sem perder a competitividade do mercado”, reforça Paulo Ibri.

Sobre a Typcal: 

A Typcal, primeira foodtech da América Latina a desenvolver fermentação de micélio por meio da economia circular, criou um novo ingrediente para a indústria alimentícia. Por meio da biotecnologia, a empresa desenvolveu um processo escalável e sustentável para produzir proteína à base de micélio, que pode ser usado em diferentes produtos alimentícios e promover mais saúde para as pessoas e sustentabilidade para o planeta. A foodtech, que irá expandir de fábrica piloto para comercial no meio de 2025 e iniciar a abertura do mercado europeu, está buscando parcerias com grandes multinacionais para aumentar seu portfólio, além de prever um lançamento de produto para o segundo quarter de 2025. Em 2025, pelo segundo ano consecutivo, a empresa entrou no ranking Foodtech 500, índice global que lista as empresas mais inovadoras do setor. Atualmente, a empresa conta com dois investidores reconhecidos no cenário esportivo: o ex-jogador de vôlei e treinador da seleção brasileira, Bernardinho, e o jogador de vôlei Bruninho. Saiba mais no site!

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