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Com menor volatilidade, dólar oscila entre R$5,60 e R$5,70 em maio

Lucas Tavares, especialista em câmbio na WIT Exchange - Crédito da foto: Divulgação
Lucas Tavares, especialista em câmbio na WIT Exchange – Crédito da foto: Divulgação

Por Lucas Tavares, especialista em câmbio na WIT Exchange

Lucas Tavares, especialista em câmbio na WIT Exchange – Créditos: Divulgação

Em maio de 2025, o dólar apresentou oscilações moderadas ante o real. Comparado aos últimos meses a volatilidade foi menor. Dá mínima a máxima, tivemos uma volatilidade de 15 centavos. Em meses anteriores essa diferença chegou a atingir o dobro disso. Foi um mês  de estabilização da moeda, girando entre 5,60 e 5,70, e do mercado mais calmo, principalmente diante da guerra comercial, que foi a pauta principal nos últimos meses. 

Internamente, a inflação em desaceleração (IPCA-15 de maio em +0,36%, terceira queda mensal seguida) trouxe algum alívio, mas continuou acima do teto da meta. Isso justificou o aperto do Copom e reforçou a percepção de juros elevados, o que para a economia não é bom, mas pode acabar fortalecendo o real frente ao dólar. No lado externo, o Fed manteve juros estáveis nos EUA, mas advertiu para o impacto inflacionário das tarifas comerciais. As tensões comerciais globais (tarifas EUA-China e UE) continuam na pauta gerando incertezas, em especial, o FMI alertou que a escalada de tarifas reduz o crescimento global.

Sim. Elevou novamente a Selic em 50 pb para 14,75% (maior patamar desde 2006), reforçando a atratividade do real por investidores estrangeiros e pressionando o dólar para baixo. 

A política monetária dos EUA teve efeito moderado no câmbio em maio. O Fed manteve as taxas entre 4,25% e 4,50%, sinalizando cautela em meio às guerras tarifárias. O presidente Powell destacou que tarifas crescentes podem elevar a inflação e o desemprego, reforçando a narrativa de maior incerteza e discordância com as medidas de Donald Trump.

Não como em outros meses, mas novamente tiveram sua importância em vários momentos de maio. No dia 12/05, um acordo tarifário EUA-China reduziu temores de recessão americana e fez o dólar subir, por exemplo. De forma geral, a guerra comercial amplia a aversão ao risco global, valorizando moedas “refúgio” como o dólar e penalizando emergentes, mas no mês de maio esse impacto não foi grande. 

Para junho, especialistas apostam na continuidade do cenário de relativa estabilidade cambial. As projeções agregadas (Focus, bancos e corretoras) indicam o dólar na casa dos R$5,60 – 5,80 nos próximos meses, refletindo expectativas de juros elevados no Brasil e ambiente externo conturbado.

Podemos destacar as reuniões dos bancos centrais. No Brasil, o Copom se reunirá em 17 e 18 de junho para revisar a Selic. Já nos EUA, o principal acontecimento será o FOMC em 17 e 18 de junho, cujos desdobramentos afetarão as expectativas.

Neste caso, é necessário adotar estratégias de hedge e instrumentos de trade finance. Um instrumento muito usado no mercado é o NDF, um contrato de câmbio com liquidação financeira, ideal para empresas que precisam prever custos futuros sem entrega física da moeda.

Não estamos em um momento muito bom que proporcione o aumento da entrada de capitais estrangeiros no país. Apesar de declarações otimistas do governo sobre aumento de investidores internacionais no início de 2025, os dados oficiais mostram que até 23/05/2025 saiu mais recurso do que entrou (déficit cambial de US$11,2 bi no ano). Fatores como juros elevados nos EUA e incertezas fiscais domésticas mantêm o fluxo financeiro negativo. Portanto, só haveria espaço real para entradas expressivas (o que fortaleceria o real) se ocorrer uma melhora nas condições globais (por exemplo, queda dos juros americanos) ou avanços concretos na economia brasileira (contas mais equilibradas), e essas são medidas que ocorrerão no longo prazo.

Sobre a WIT – Wealth, Investments & Trust

A WIT – Wealth, Investments & Trust – é assessoria, planejamento e execução para cuidar do patrimônio de pessoas, grupos familiares e empresas, de forma integral e sincronizada, apoiada por uma sofisticada estrutura de especialistas e de empresas que atuam de forma independente, porém complementar.

O multi family office atua com um ecossistema completo, a empresa atua de forma integrada nas áreas de câmbio, investimentos, seguros, imóveis e crédito estruturado. Tudo para oferecer soluções personalizadas, alinhadas aos objetivos e ao momento de cada cliente. 

Atualmente, a empresa está presente em nas capitais de São Paulo e Paraná, em Curitiba, e em cidades do interior paulista: Campinas, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, São João da Boa Vista, Araçatuba, Votuporanga, Jundiaí e Itu.

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