Foodtech brasileira que une ciência, conveniência e alimentação funcional para facilitar a ingestão de fibras projeta faturamento de R$20 milhões em 2027.
Em um cenário em que a alimentação saudável ganha cada vez mais espaço e consumidores passam a buscar alimentos que promovam benefícios concretos à saúde, a Jui nasceu com uma missão clara: tornar o consumo diário de fibras mais simples e prático. E o negócio vem chamando a atenção do mercado. A foodtech Jui, que desenvolveu um suco verde em pó voltado à saúde intestinal, captou R$2 milhões com investidores-anjo para ampliar a distribuição e preparar a entrada no varejo físico.
A startup, que faturou R$3 milhões em 2025, projeta chegar a R$9 milhões neste ano e R$20 milhões em 2027.
Fundada em 2023 pelos empreendedores André Dalem e Felipe Alda, a foodtech brasileira desenvolve produtos voltados à saúde intestinal. A empresa surgiu da percepção de um problema comum: embora a importância das fibras seja amplamente reconhecida, a maioria das pessoas não consegue atingir a ingestão diária recomendada apenas por meio da alimentação.
A solução foi combinar ingredientes naturais, formulação baseada em evidências científicas e praticidade para a rotina, tudo isso dentro de uma lata, vendida via e-commerce proprietário.
“O consumidor está cada vez mais consciente da relação entre alimentação e saúde, mas transformar esse conhecimento em hábito ainda é um desafio. A Jui nasceu justamente para reduzir essa distância, oferecendo uma solução prática para um problema que faz parte da rotina de milhões de brasileiros”, afirma André Dalem, cofundador da empresa.
O desenvolvimento do primeiro produto levou cerca de dois anos e envolveu engenheiros de alimentos, nutricionistas e dezenas de testes até chegar à formulação final. Desde o lançamento, a empresa vem registrando crescimento acelerado de 300% ao ano, acompanhando a expansão do mercado de alimentação funcional no Brasil.
Mais do que acompanhar uma tendência, a Jui atua em um segmento impulsionado por mudanças estruturais no comportamento do consumidor. Segundo pesquisa da McKinsey & Company, saúde intestinal já figura entre os principais benefícios buscados por consumidores de suplementos, refletindo uma mudança na forma como as pessoas enxergam a alimentação: além da nutrição básica, cresce a busca por alimentos capazes de contribuir para o bem-estar e a prevenção de doenças.
Esse movimento é respaldado por dados globais que mostram uma transição clara para o conceito de alimento como medicina preventiva, em que o consumidor busca ativamente a inclusão de componentes de alto valor nutricional em sua rotina. Atualmente, cerca de metade da população geral e dois terços dos millennials e da geração Z já consomem itens dessa categoria, impulsionando subcategorias como os super greens. Projeções indicam que os produtos com maior potencial de sucesso no setor são, justamente, aqueles que atuam na intersecção entre suplementação e alimentação convencional, validando o modelo de inovação focado em praticidade trazido pela Jui.
“Acreditamos que as fibras ocuparão um espaço semelhante ao que a proteína conquistou na última década. Existe um grande movimento de educação do consumidor acontecendo no mundo inteiro e queremos contribuir para que essa conversa também avance no Brasil”, destaca Felipe Alda, cofundador da Jui. “Somos pioneiros por aqui e temos o objetivo de liderar conversas acerca deste tema, promovendo não só o debate sobre saúde intestinal, como também sendo um aliado na inclusão de fibras na rotina do brasileiro”, complementa.
Com atuação inicialmente concentrada no comércio eletrônico e em pontos de venda selecionados, a empresa pretende ampliar sua presença nacional e consolidar seu posicionamento como uma das referências brasileiras em alimentação funcional, saúde intestinal e inovação em alimentos.

