FONTE] Ricardo Cappra, filósofo e cientista de dados reconhecido globalmente, explica como a inteligência artificial dialoga com o fim da escala 6×1
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou hoje (10) uma proposta de emenda que reduz a jornada máxima de trabalho para 36 horas semanais. Se passar pela análise do plenário do Senado e receber o aval da Câmara dos Deputados, a PEC dará fim à escala 6×1, um dos debates mais relevantes do ano no Brasil sobre bem-estar dos trabalhadores.
Para discutir a pauta em entrevistas, sugiro como fonte o cientista da cultura analítica, filósofo, pesquisador e escritor Ricardo Cappra, autor do lançamento “Híbridos: o futuro do trabalho entre humanos e máquinas” (Alta Books).
No livro, Cappra defende que o Brasil está entrando em uma fase de “interdependência humano-máquina”, onde a inteligência artificial e a reorganização do trabalho tornam-se centrais para políticas públicas e decisões corporativas.
Abaixo, confira temas que Cappra pode comentar com profundidade sobre redução da jornada de trabalho na era da tecnologia:
1. Redução da jornada e a reorganização do trabalho
Cappra discute como tecnologias inteligentes redistribuem tarefas, permitindo jornadas mais curtas sem perda de produtividade. Ele fala sobre o movimento global de repensar “o que é trabalho” em um cenário híbrido entre humanos e máquinas.
2. Tempo, espaço e o impacto da IA no bem-estar dos trabalhadores
Ele discute como o trabalho híbrido, automatizado e assistido por IA, exige novos modelos de organização, inclusive semanas reduzidas. Um debate sobre a importância de políticas que equilibrem eficiência e saúde mental.
3. Interdependência humano-máquina e produtividade
Para o autor, entramos numa era de produtividade ampliada, onde humanos e sistemas inteligentes operam em parceria. Isso cria espaço para jornadas menores, mas com maior valor agregado.
4. Políticas públicas para a inclusão da IA
Importância de políticas que garantam inclusão digital, qualificação profissional e transição justa, fundamentais para que a redução da jornada não amplie desigualdades.
5. Ética, autonomia e dignidade do trabalhador
Cappra aborda a necessidade de preservar autonomia humana frente à automação, discutindo riscos de hipercontrole, economia da atenção e proletarização cognitiva.
6. Cenário da IA e futuro do trabalho em 2026
Com base em estudos, Cappra pode se aprofundar nas tendências da IA para o próximo ano, e como elas impactam diretamente a jornada de trabalho no país.
- Clique aqui para conhecer o livro “Híbridos: o futuro do trabalho entre humanos e máquinas” (Alta Books).

